quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O CAVALO


O  CAVALO


de


Otávio Peixoto de Melo


1997


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P R E F Á C I O


Honrado com o convite de OTÁVIO PEIXOTO DE MELO em prefaciar o livro O CAVALO, lí detidamente a obra ainda esperando a impressão definitiva. É um estudo profundo e minucioso feito pelo autor que foi das origens até a linguagem própria do animal e, para espanto nosso, há, realmente, uma forma de expressão que o autor apanhou onde o animal deixar ver, silenciosamente, meios de comunicação.

Companheiro inseparável do gaúcho, sendo comparado com um trono para o Monarca dos Pampas, ao longo da humanidade serve de meio de transporte, na paz e na guerra, não só conduzindo ou puxando riqueza e produção pelos mais ínvios caminhos.

Sem o cavalo o Rio Grande não seria componente do Brasil, porque, ensinam os sociólogos, a velocidade do gaúcho na defesa das fronteiras fez com que o povo que se localizou nesse bico de lança que é o Rio Grande, enclavado na América Espanhola, pudesse, rapidamente, percorrer longas distâncias.

Há até uma comparação da velocidade com que se moviam nossos avós no lombo de um cavalo e a lerdeza das carroças e carruagens no resto do país.

Por fim, mas não por menor argumento, é extremamente útil o livro de OTÁVIO PEIXOTO DE MELO, não só por estudar a morfologia, o trato, expressões e pelagens, como também pela pesquisa feita, profunda e completa e que, certamente, servirá como padrão e consulta permanente de todo o gaúcho.

Auguro, a meu afilhado, longa e útil vida e que seja a obra de permanente consulta e informação para todos nós que temos no cavalo um companheiro insubstituível nas longas vigílias e nas travessias no Pampa.


Dr. Nilo Diniz Savi
Advogado e Literato




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CHARLA DO AUTOR


É verdade que o cão é o melhor amigo do homem;  mas, também, é verdade que o CAVALO é o maior amigo do Gaúcho.

Por essas e outras boas razões, resolvi elaborar esta modesta e despretenciosa changa, como forma de preservar e ao mesmo tempo, homenagear esse “anônimo” gaudério - O Cavalo (o maior amigo do Gaúcho), repito.

Sei, que muito mais poderia ter charlado sobre o presente tema que é riquíssimo, mui vasto e amplo, porém, fiz o que pude e dentro das minhas limitações; se o estimado leitor discordar em algo, sempre há tempo e haverá ocasião para uma oportuna concordância dentro da verdade nua e crua, sem rótulos artificiais.

Prosseguindo, quero registrar nesta charla os meus sinceros agradecimentos aos irmãos Rogério e Maurício Schöler (zootecnista e veterinário, respectivamente) e às suas respectivas esposas Maria de Lourdes e Tatiana (veterinárias), bem como ao pai da “Lula” (quem me emprestou o livro CROMOHIPOLOGIA - editado em Buenos Aires, Argentina - aos 06/02/1945 - do Dr. Almanzor Juan de Dios Marrero y Galíndez), donde copiei as gravuras coloridas e algumas dicas.

Arrematando, friso que este trabalho foi feito em cima do cavalo crioulo, desejando mais uma vez parabenizar esse nosso colaborador da conquista do Pampa > sua excelência - o senhor CAVALO.


Cachoeira do Sul (RS), abril de 1997.


OTÁVIO PEIXOTO DE MELO
O Maragato



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S I N U E L O


Frontispício ...................................................... 1
Chasque do Apadrinhador ................................ 2
Charla do Autor ............................................... 3
Sinuelo ............................................................ 4
Curiosidades .................................................... 6
A Lenda Gaúcha do Cavalo .............................. 7
O Cavalo Crioulo (origem) ............................... 8
Características zootécnicas ............................... 9
Cruzamento .................................................... 10
As 25 Pelagens básicas (com seus entrepêlos) . 11
01 - ALAZÃO ............................................... 12
02 - AZULEGO ............................................. 13
03 - BAIO ..................................................... 14
04 - BARROSO ............................................ 15
05 - BRANCO .............................................. 16
06 - CEBRUNO ............................................ 17
07 - DOURADILHO ..................................... 18
08 - ENTREPELADO .................................... 19
09 - GATEADO ............................................. 20
10 - LOBUNO .............................................. 21
11 - MALHADO ........................................... 22
12 - MOURO ................................................ 23
13 - OVEIRO (Chita) .................................... 24
14 - PALOMO (o melado e o albino) ............. 25
15 - PANGARÉ ............................................ 26
16 - PINHÃO ............................................... 27
17 - PINTADO ............................................. 28
18 - PRETO .................................................. 29
19 - ROSILHO ............................................. 30
20 - RUANO ................................................ 31
21 - SABINO (salino ou salpicado) ............... 32
22 - TORDILHO .......................................... 33
23 - TOSTADO ............................................ 34
24 - VERMELHO ......................................... 35
25 - ZAINO ................................................. 36

O cavalo “picaço” .......................................... 37
O cavalo “tobiano” ......................................... 37
Particularidades de pelagens ........................... 37
Orelhas .......................................................... 37
Senhas (sinais) na cabeça ( I ) ........................ 38
                                        ( II ) ...................... 39
Remos (membros) ......................................... 40
A linguagem silenciosa dos cavalos ................. 41
As quatro andaduras dos cavalos ................... 42
Crônica ......................................................... 43
Raças comuns no Rio Grande do Sul .............. 43
Qualidades .................................................... 44
Pejorativos .................................................... 44
Expressões .................................................... 45
Comparações ................................................ 45
Ditados ......................................................... 46
Termos ......................................................... 46
Filosofias ...................................................... 47
A mulher e o cavalo ...................................... 47
Coletivos ...................................................... 49
O cavalo como “instrumento de agrimensura”.. 49
A oração do cavalo ....................................... 50
Glossário ...................................................... 51
Cavalaria ...................................................... 53
Dedicatória ................................................... 55



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CURIOSIDADES


A cousa mais curiosa dentre todas as coisas mais curiosas da humanidade é a palavra; todos os povos, quando produziram filósofos e gramáticos nos primórdios da cultura, se confundiam e voltaram sua indagação curiosa à palavra.

Por que, tinham os vocábulos, tais e tais formas? Por que, encerravam tais formas, às vezes, bem diferentes nos seus elementos sonoros - como açvas em sânscrito, hippos em grego, equus em latim literário e caballus no latim vulgar - significam o mesmo animal, que em português denomina-se CAVALO ?

É um animal quadrúpede, doméstico, herbívoro, da família dos eqüídeos (Equus caballus), ordem dos paquidermes e subordem dos perissodáctilos.

É um animal de estatura variável conforme as raças, cabeça alongada, olhos grandes, orelhas curtas e móveis, narinas largamente abertas.

Todo o corpo é coberto de pêlos macios e curtos, exceto no fio superior do pescoço e na cauda, onde são compridos e rijos (crinas).

Tem dentição completa: 6 incisivos em cada maxila, 4 caninos e 24 molares. As patas terminam por um só dedo, cuja extremidade é completamente envolvida pelo casco.

É um animal útil ao homem; afeiçoa-se e dedica-se ao seu dono e, aprende facilmente o que se lhe ensina.

Em alguns países da Europa (Itália dentre outros), comem-lhe a carne. Parece que o cavalo foi domesticado pela primeira vez na Ásia central.

Há diversas espécies e raças cavalares, tais como: andaluz, anglo-árabe, árabe, belga, bérbere, bolonhês, bretão, capolina, hackney, hunter, mangalarga, oldenburgo, orloff, percheron, persa, pólo-pônei, pônei, postier, puro-sangue-inglês e shire.



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A LENDA GAÚCHA DO CAVALO


Sabe-se que, quando DEUS andava pelo mundo, há muitos e muitos séculos ... numa feita, ao passar pela Pampa-venta-rasgada ... depois de criar a Erva-mate ... disse ao vento:

Aquieta-te, óh Minuano!

Vou fazer de ti uma nova criatura; serás o meu presente e o símbolo de meu amor ao povo que aqui viverá; para que sejas único e nunca te confundam com as bestas, terás:

O olhar do gavião, a coragem do touro e a velocidade do avestruz. Do bugio te dou a memória, do tigre a força, do quero-quero a elegância e o garbo. Teus cascos terão a dureza do granito e o teu pêlo a plumagem do cardeal. Irás saltar mais do que a lebre e terás do graxaim o faro. Serão teus à noite os olhos da coruja e te orientarás como a pomba que sempre volta à sua querência. Serás incansável como o boi e terás do cachorro o amor ao seu dono.

E finalmente, como um presente meu ao te fazer CAVALO, dou-te para todo o sempre e para que sejas único ... a beleza da mulher gaúcha e a majestade do caudilho.

Assim, nasceu o CAVALO ...

É o maior companheiro do gaúcho;

É o senhor das distâncias, para o viajante;

É a confiança, para o tropeiro;

É o guerreiro, para o taura;

É o orgulho, para o carreirista;

É a relíquia, para o peão;

Enfim ... é o primitivo meio de transporte individual do gaúcho, no Continente de São Pedro.



(De origem desconhecida - alhures, com adaptação nossa).



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O CAVALO CRIOULO


a)- ORIGEM

O cavalo crioulo é oriundo do cruzamento de eguariços árabes e bérberes (Fig. 1), trazidos da Ásia e África pelos mouros, quando invadiram a península Ibérica; desse cruzamento surgiu o cavalo ibérico (equus caballus ibericus), considerado desde os primeiros séculos de nossa era, como o melhor cavalo de sela do mundo.

BRAGADO


.Em 1493, chegam à América (São Domingos), os primeiros cavalos espanhóis - 15 ou 20 anos mais tarde, chegam ao continente sul-americano.

Em 1535, D. Pedro de Mendoza e em 1541, Alvar Nuñez (Cabeza de Vaca) - introduzem cavalos, diretamente da Espanha ao Rio da Prata e ao Paraguai, respectivamente. Os eqüinos abandonados por D. Pedro de Mendoza, quando de sua retirada da Argentina, permenecem nas exuberantes pradarias da província de Buenos Aires, formam numerosas manadas onde, por muito tempo só atuou a seleção natural, sobrevivendo sempre o mais forte; exemplares dessas manadas selvagens vieram com os jesuítas, quando foi iniciada a colonização missioneira no Continente de São Pedro, entre 1620/1634 e mais tarde, entre
1682/1706.

Em meados do século XIX, muitos eqüinocultores gaúchos, desejando melhorar o tipo de seus cavalos nativos, fizeram inúmeros cruzamentos com raças exóticas sendo usados, principalmente, garanhões árabes e ingleses; os resultados da introdução de sangue alienígena se por um lado trouxe uma melhor aparência e mais altura aos mestiços, por outro lado, mostraria animais com pouca resistência, para as lidas campeiras e de guerra. Alguns criadores resistiram à inovação e para evitar que desaparecesse o tradicional cavalo dos pampas, orientam por princípios zootécnicos a criação das poucas manadas que ainda existem em estado de pureza.

Hoje em dia, o cavalo crioulo se ajusta perfeitamente em sua conformação, em seu tipo e em sua pureza racial aos velhsos e tradicionais moldes.

Se os primitivos crioulos eram um produto exclusivo da seleção natural, não se pode pretender que os da atualidade sejam apenas uma variedade local, ou derivada do crioulo antigo (conforme figura nº 1); é algo mais importante e maior que tudo isso: é uma verdadeira RAÇA. É em essência o mesmo primitivo e tradicional CAVALO CRIOULO DA AMÉRICA, descendente dos cavalos dos conquistadores, recuperado pela obra de conjunto de todos os criadores de crioulos da América.


b)- CARACTERES ZOOTÉCNICOS

O cavalo crioulo é de porte médio, forte, vigoroso, com tronco musculoso, amplo e profundo. A altura dos animais adultos varia de 1,40m a 1,50m e o perímetro toráxico oscila de 1,75m a 1,85m. A relação “altura / perímetro toráxico” permite ao mesmo, suportar peso superior a 8 arrobas (120 Kg), sobre o seu dorso.

A pelagem é variada e está detalhada mais adiante, embora as preferências recaiam em alazões, gateados, mouros, rosilhos, tostados, tordilhos e zainos.

É a única raça cavalar no Rio Grande do Sul, que exclusivamente a campo, resiste às nossas intempéries e às árduas lidas campeiras, mesmo quando a geada ou a seca castigam nossos campos, reduzindo o seu valor alimentar; apresenta-se sempre com uma disposição bastante considerável, o que nos vem provar a rusticidade no “Cavalo Crioulo”.

Animal de trabalho por excelência, os crioulos devem ser apreciados, encilhados e montados, quando demonstram suas principais qualidades, transformando-se em autênticos pingos onde revelam; temperamento ativo, docilidade, energia, inteligência, agilidade e resistência.

Sendo uma raça apurada, é altamente prepotente, transmitindo aos descendentes da primeira geração, grande parte de suas excelentes qualidade; é indicado para cruzamento com qualquer raça.


c)- O CRIOULO BRASILEIRO

A raça crioula é criada em todo o Rio Grande do Sul, crescendo de ano a ano e novos núcleos crioulistas vão surgindo em outras partes do BRASIL, como uma prova de ser a crioula uma raça que os gaúchos fizeram para os brasileiros; assim, anualmente são inscritos produtos nascidos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com reprodutores (garanhões e matrizes) exportados para Minas Gerais, Tocantins, nordeste e oeste do nosso país.

De 1932 até nossos dias, o trabalho de seleção da criação brasileira vem sendo orientado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos - ABCCC, que congrega a maioria dos criadores e executa o serviço de “Registro Genético” (ou, Genealógico).

Atualmente estão inscritos no Stud Book Brasileiro da Raça Crioula, cerca de 20 mil animais PO (Puros de Origem), pertencente a centenas de criadores.


d)- O CRUZAMENTO

Dois são os fatores que podem impor um produto - propaganda e qualidade. O cavalo crioulo se impõe pela qualidade, cujo controle é exercido pela ABCCC; daí, a segurança dos criadores de cruzarem seus cavalos de trabalho com reprodutores da raça crioula, senão vejamos:


Registro Genético

Todos os reprodutores inscritos (machos e fêmeas) só recebem seu CERTIFICADO, após recebem a marca da ABCCC; esse ato, chamado confirmação é realizado por inspetor especializado e só pode ser efetuado após o produto atingir dois anos de idade. Mesmo os animais que atingem o “Registro Definitivo” precisam ser confirmados e para chegar a esse grau, são necessárias cinco gerações; Base, Provisório I, Provisório II, Provisório III e Definitivo.


Sanidade Constitucional

Na confirmação não é levada em conta somente a pureza racial, mas também se tomam em consideração - defeitos de conformação, sanidade, etc. Como um sinal de respeito aos possíveis compradores e para aprimorar ainda mais a raça, nas Exposições Oficiais, os concorrentes passam primeiro por um Julgamento de Admissão - segundo normas elaboradas pelo “Conselho Técnico” em que são considerados entre outros fatores que podem influir no usufruto dos reprodutores, defeitos denominados taras ósseas e taras moles.


Provas Funcionais

Para julgar a agilidade, temperamento, docilidade, aptidões e potência - são realizados concursos geralmente denominados Prova de Rédeas. Para medir a rusticidade, sobriedade e resistência - a ABCCC criou a chamada Prova de Resistência em que os concorrentes percorrem grandes distâncias com 110 Kg de peso (ginete e arreios) em várias etapas, com alimentação exclusivamente a campo e sem receber tratamento veterinário.


Fertilidade e Fecundidade

Segundo estudos da ABCCC e da “Associação Argentina de Criadores de Cavalos Crioulos” (AACCC), a percentagem de nascimento oscila em 89%; vários fatores devem influir nesse fato - a seleção natural, base da raça que foi eliminando os animais menos férteis, a seleção zootécnica realizada pelos criadores, a rusticidade sob o ponto de vista da alimentação, pois o seu maior coeficiente de digestibilidade, assegura-lhe em todas as zonas um mínimo necessário para esse fim.


Longevidade

Não basta termos reprodutores férteis, se as possibilidades de sua utilização se restrinjam a uns poucos anos; deixando de lado os extremos que se apresentam em todas as raças, a CRIOULA é entre todas, conhecida como a mais longeva. Portanto, o CAVALO CRIOULO é cavalo de peão - é cavalo de soldado - e é cavalo de patrão.

(Fonte: Departamento de divulgação da ABCCC do RGS - Brasil )



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AS 25 PELAGENS BÁSICAS
(com seus entrepêlos)


01 - ALAZÃO ......................................... 13 entrepêlos

02 - AZULEGO .......................................  6

03 - BAIO .............................................. 20

04 - BARROSO ...................................... 14

05 - BRANCO ........................................   3

06 - CEBRUNO ...................................... 18

07 - DOURADILHO ................................ 16

08 - ENTREPELADO ...............................  9

09 - GATEADO ...................................... 17

10 - LOBUNO ........................................ 14

11 - MALHADO ..................................... 18

12 - MOURO ..........................................  7

13 - OVEIRO (Chita) .............................. 20

14 - PALOMO (o Melado e o Albino) .......  4

15 - PANGARÉ ...................................... 15

16 - PINHÃO .........................................   9

17 - PINTADO .......................................   7

18 - PRETO ...........................................   6

19 - ROSILHO .......................................   6

20 - RUANO .......................................... 18

21 - SABINO (Salino ou Salpicado) ........   6

22 - TORDILHO .................................... 18

23 - TOSTADO ..................................... 16

24 - VERMELHO ................................... 12

25 - ZAINO ........................................... 17


TOTAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .   309 entrepêlos



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1 - ALAZÃO



Diz-se do eguariço de pêlo arruivado (cor-de-canela); 
crina, cola e manto superior um pouco mais claro; olhos escuros.

Variam entre 13 entrepêlos, como segue:
01- Castanho (estampa)
02 - Claro
03 - Douradilho
04 - Escuro
05 - Gateado
06 - Lavado
07 - Oveiro
08 - Oveiro combinado
09 - Oveiro negro
10 - Rabicano
11 - Rosilho
12 - Ruivo
13 - Tostado




2 - AZULEGO



Diz-se do eguariço de pêlo escuro com minúsculas pintas brancas e pretas, que formam um conjunto assemelhando com um azulado diferente;
crina, cola, cerdas e manto superior mesclado entre o preto e o branco; olhos escuros.

Variam entre 6 entrepêlos, como segue:
01 - Branco                                                    
02 - Claro
03 - Escuro
04 - Mourado (estampa)
05 - Nevado
06 - Oveiro



3 - BAIO



Diz-se do eguariço de pêlo amarelado; crina, cola e cerdas negras (cabos negros);
tendo uma raia negra no filão do lombo; olhos escuros.

Variam entre 20 entrepêlos, como segue:
01 - Azafranado
02 - Azeitonado
03 - Azulego
04 - Barroso
05 - Branco
06 - Douradilho
07 - Encerado
08 - Gateado
09 - Gemada (estampa)
10 - Lobuno
11 - Malhado
12 - Oveiro
13 - Oveiro azulego
14 - Oveiro mesclado
15 - Palomino
16 - Patito
17 - Rabicano
18 - Rosilho
19 - Cebruno
20 - Tostado



4 - BARROSO



Diz-se do eguariço de pêlo amarelo-sujo (tipo embarreado);
crina, cola e cerdas negras; manto superior de diversas tonalidades; olhos escuros.

Variam entre 14 entrepêlos, como segue:
01 - Baio
02 - Claro
03 - Douradilho
04 - Escuro (estampa)
05 - Gateado
06 - Lobuno
07 - Oveiro
08 - Oveiro mesclado
09 - Oveiro negro
10 - Rabicano
11 - Rosilho
12 - Cebruno
13 - Tostado
14 - Zaino



5 - BRANCO


Diz-se do eguariço de pêlo extremamente branco;
crina, cola e cerdas brancas; manto superior branco; olhos escuros.

Variam entre 3 entrepêlos, como segue:
01 - Oveiro
02 - Porcelano (estampa)
03 - Prateado



6 - CEBRUNO



Dizem-se do eguariço de pêlo escuro, cara negra e remos negros;
crina, cola e cerdas negras; olhos negros.

Variam entre 18 entrepêlos, como segue:
01 - Baio
02 - Barroso
03 - Castanho
04 - Claro
05 - Colorado
06 - Douradilho
07 - Escuro
08 - Gateado (estampa)
09 - Lobuno
10 - Negro
11 - Oveiro
12 - Oveiro combinado
13 - Oveiro negro
14 - Pangaré
15 - Rabicano
16 - Rosilho
17 - Tostado
18 - Zaino



7 - DOURADILHO


Diz-se do eguariço de pêlo dourado;
crina, cola e sobrancelhas negras; olhos negros.

Variam entre 16 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Baio
03 - Barroso
04 - Castanho
05 - Claro
06 - Colorado
07 - Escuro
08 - Gateado
09 - Lobuno
10 - Oveiro
11 - Pangaré
12 - Rabicano
13 - Rosilho
14 - Cebruno
15 - Tostado
16 - Zaino (estampa)



8 - ENTREPELADO


Diz-se do eguariço de pêlo mesclado com todas as pelagens;
crina, cola, cerdas e manto superior igualmente mesclado.

Variam entre 9 entrepêlos, como segue:
01 - Azulado
02 - Branco
03 - Castanho
04 - Claro
05 - Escuro (estampa)
06 - Oveiro
07 - Oveiro azulego
08 - Oveiro mesclado
09 - Colorado



9 - GATEADO

 
Diz-se do eguariço de pêlo apizarrado com uma raia negra no filão do lombo;
crina e cola negra; manto superior e olhos negros.

Variam entre 17 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Baio
03 - Barroso
04 - Bragado
05 - Branco
06 - Ceniza
07 - Claro
08 - Colorado
09 - Douradilho
10 - Escuro
11 - Lobuno (estampa)
12 - Oveiro
13 - Rabicano
14 - Rosilho
15 - Cebruno
16 - Tostado
17 - Zaino



10 - LOBUNO


Diz-se do eguariço de pêlo grís-escuro, assemelhado ao pêlo de lobo;
crina, cola e cerdas negras; olhos negros.

Variam entre 14 entrepêlos, como segue:
01 - Baio
02 - Barroso
03 - Claro
04 - Douradilho
05 - Escuro
06 - Gateado (estampa)
07 - Negro
08 - Oveiro
09 - Oveiro mesclado
10 - Rabicano
11 - Rosilho
12 - Cebruno
13 - Tostado
14 - Zaino



11 - MALHADO



Esse pêlo também é chamado de Tobiano (leia-se os detalhes na pág. 36).
Diz-se do eguariço de pêlo bicolor, de fundo claro, manchado em qualquer região por placas orladas de pelagens diversas (especialmente, escuras).

Variam entre 18 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Azulego
03 - Baio
04 - Barroso
05 - Castanho
06 - Entrepelado
07 - Gateado
08 - Lobuno
09 - Mouro
10 - Negro
11 - Pangaré
12 - Oveiro
13 - Rosilho
14 - Ruano
15 - Cebruno
16 - Tordilho
17 - Tostado
18 - Zaino (estampa)



12 - MOURO


Diz-se do eguariço de pêlo negro salpicado de branco;
crina, cola e cerdas negras; manto superior e olhos negros.

Variam entre 7 entrepêlos, como segue:
01 - Claro
02 - Escuro
03 - Lobuno
04 - Negro (estampa)
05 - Oveiro
06 - Rabicano
07 - Rosilho



13 - OVEIRO


Diz-se do eguariço de pêlo basicamente branco, manchado nas bordas por outras pelagens irregulares, sem apresentar orlas de contorno acentuadas.

Variam entre 20 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Azulego
03 - Baio
04 - Barroso
05 - Castanho
06 - Colorado
07 - Combinado (estampa)
08 - Douradilho
09 - Entrepelado
10 - Gateado
11 - Lobuno
12 - Mouro
13 - Negro
14 - Pangaré
15 - Rosilho
16 - Sabino
17 - Cebruno
18 - Tordilho
19 - Tostado
20 - Zaino



14 - PALOMOS


Esse pêlo também é chamado de Melado.
Diz-se do eguariço de pêlo albino-creme (mais ou menos acentuado);
crina, cola, cerdas e manto superior totalmente da mesma tonalidade da pelagem; olhos zarcos-avermelhados e lacrimosos.

Variam entre 4 entrepêlos, como segue:
01 - Albino (estampa)
02 - Ovo-de-pato
03 - Oveiro
04 - Zarco (estampa)



15 - PANGARÉ


Diz-se do eguariço de pêlo pardo e de intensidade variável, mostrando-se mais claro no focinho, no baixo-ventre, na garganta, nas virilhas, no sovaco e bem claro na barriga (pança); olhos escuros.

Variam entre 15 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Barroso
03 - Castanho
04 - Claro
05 - Colorado
06 - Douradilho
07 - Escuro
08 - Gateado
09 - Lobuno
10 - Oveiro
11 - Rabicano
12 - Rosilho
13 - Cebruno
14 - Tostado
15 - Zaino (estampa)



16 - PINHÃO


Diz-se do eguariço de pêlo cor do pinhão maduro;
crina e cola negra; cerdas castanhas; manto superior colorado-dourado; olhos escuros.

Variam entre 9 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão (estampa)
02 - Claro
03 - Colorado
04 - Douradilho
05 - Escuro
06 - Gateado
07 - Oveiro
08 - Rabicano
09 - Rosilho



17 - PINTADO


Diz-se do eguariço de pêlo claro e cheio de pintas de outras pelagens;
crina, cola e cerdas rosilha-esbranquiçadas ou totalmente brancas.

Variam entre 7 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Colorado
03 - Negro
04 - Oveiro (estampa)
05 - Cebruno
06 - Tostado
07 - Zaino



18 - PRETO


Diz-se do eguariço de pêlo negro;
crina, cola e cerdas pretas; olhos negros.

Variam entre 6 entrepêlos, como segue:
01 - Arratonado
02 - Amorcegado
03 - Oveiro
04 - Rabicano
05 - Retinto (estampa)
06 - Arrosilhado



19 - ROSILHO

 
Diz-se do eguariço de pêlo mesclado de colorado e branco;
crina, cola e cerdas rabicanas; olhos castanhos.

Variam entre 6 entrepêlos, como segue:
01 - Branco
02 - Claro
03 - Escuro
04 - Mourado (estampa)
05 - Nevado
06 - Oveiro



20 - RUANO

 

Diz-se do eguariço de pêlo acanelado; crina, cola e cerdas marfim-cremoso;
olhos escuros.

Variam entre 18 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Baio
03 - Barroso
04 - Castanho
05 - Colorado
06 - Douradilho (estampa)
07 - Entrepelado
08 - Gateado
09 - Ovo-de-pato
10 - Lobuno
11 - Mouro
12 - Negro
13 - Pangaré
14 - Sabino
15 - Cebruno
16 - Tordilho
17 - Tostado
18 - Zaino


 
21 - SABINO


Diz-se do eguariço de pêlo salino pintado ou salpicado de pequenas pintinhas de várias pelagens.

Variam entre 6 entrepêlos, como segue:
01 - Azulego
02 - Mourado
03 - Oveiro
04 - Oveiro azulego
05 - Oveiro mesclado
06 - Petit-pois (estampa)



22 - TORDILHO


Diz-se do eguariço de pêlo tordo;
crina, cola e cerdas tordas; olhos escuros.

Variam entre 18 entrepêlos, como segue:
01 - Azafranado
02 - Bataraz
03 - Baio
04 - Barroso
05 - Branco
06 - Claro
07 - Escuro
08 - Lunarejo
09 - Mouro
10 - Negro
11 - Oveiro
12 - Oveiro azulego
13 - Oveiro combinado
14 - Pedrez (estampa)
15 - Prateado
16 - Sabino
17 - Cebruno
18 - Tostado



23 - TOSTADO


Diz-se do eguariço de pêlo acastanhado;
crina, cola e cerdas um pouco mais escuras que a pelagem; olhos escuros.

Variam entre 16 entrepêlos, como segue:
01 - Alazão
02 - Barroso
03 - Castanho
04 - Claro
05 - Douradilho
06 - Escuro
07 - Lobuno
08 - Oveiro
09 - Oveiro combinado
10 - Oveiro negro
11 - Pálido
12 - Rabicano
13 - Requeimado
14 - Rosilho
15 - Pinhão (estampa)
16 - Zaino



24 - VERMELHO


Diz-se do eguariço de pêlo azafranado;
crina e cola negra; olhos escuros.

Variam entre 12 entrepêlos, como segue:
01 - Castanho
02 - Claro
03 - Douradilho
04 - Gateado
05 - Lavado
06 - Oveiro
07 - Pangaré
08 - Queimado (estampa)
09 - Rabicano
10 - Rosilho
11 - Sangüíneo
12 - Tostado



25 - ZAINO


Diz-se do eguariço de pêlo acastanhado;
crina, cola e cerdas escuras; olhos escuros.

Variam entre 17 entrepêlos, como segue:
01 - Baio
02 - Barroso
03 - Castanho
04 - Colorado (estampa)
05 - Claro
06 - Douradilho
07 - Escuro
08 - Gateado
09 - Lobuno
10 - Negro
11 - Oveiro
12 - Oveiro combinado
13 - Oveiro negro
14 - Pangaré
15 - Rosilho
16 - Cebruno
17 - Tostado



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O CAVALO PICAÇO
O Dr. Almanzor Juan de Dios Marrero y Galíndez escreveu em sua obra (já citada), que PICAÇO não é pêlo (ou pelagem) mas sim - uma particularidade que pode ocorrer em eguariços de pelagens escuras (barrosos, escuros, pretos, sebrunos e zainos).

Portanto, ser PICAÇO - é ter um (ou vários) sinais (ou senhas) brancos na cabeça, no corpo, nos remos ou nas patas.


O CAVALO TOBIANO
O vocábulo TOBIANO foi criado pelos paulistas de Sorocaba, para designar a pelagem predileta dos eguariços do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.

Tobias havia importado do EUA, um garanhão e três éguas matrizes (eguariços de pêlo malhado), donde originaram os TOBIANOS do TOBIAS - (Tobi + anos = Tobianos), assim ficando popularmente conhecidos.

Esse brigadeiro presenteou o Dr. Antônio Gomes Pinheiro Machado com dois garanhões (ainda potros), quando esse doutor mudou-se para Cruz Alta - RGS, originando-se daí uma enorme prole de bonita estampa, porém, fracos de tiro.


PARTICULARIDADES DE PELAGEM
Estas, ocorrem de acordo com o aspecto geral da cor do pêlo e podem ser cinco, como seguem:

ALUMIADO - quando o pêlo é lustroso com tom escuro.
COBERTO - quando o pêlo não possui nenhum sinal.
DOURADO - quando o pêlo tem brilho dourado nas pontas, como se tivesse ouro.
TAPADO - quando o eguariço é integralmente de um só pêlo.
TINTO - quando o pêlo é acentuadamente colorido.


PARTICULARIDADES DE ORELHAS
São três anomalias que ocorrem nas orelhas dos eguariços, como segue:

CABANO - Diz-se do eguariço que tem as duas orelhas sem governo.

NAMBÍ - Diz-se do eguariço que tem uma orelha defeituosa, podendo ser: atrofiada, caída, despontada, enrolada, menor ou maior que a outra.

TRONCHO - Diz-se do eguariço que tem uma orelha sem governo.


SENHAS (sinais) NA CABEÇA - I




SENHAS (sinais) NA CABEÇA - II




SENHAS (sinais) NOS MEMBROS






CABO-BRANCO ou CABO-NEGRO - diz-se do eguariço que tem uma mão ou pata com o pêlo diferente das demais e do resto do corpo.

DOIS-CABOS-BRANCOS ou DOIS-CABOS-NEGROS - diz-se do eguariço que tem duas mãos ou patas com o pêlo diferente das demais e do resto do corpo.

TRÊS-CABOS-BRANCOS ou TRÊS-CABOS-NEGROS - diz-se do eguariço que tem três mãos ou patas com o pêlo diferente duma e do resto do corpo.

CABOS-BRANCOS ou CABOS-NEGROS - diz-se do eguariço que tem todas as mãos ou patas e o rabo (brancos ou negros, respectivamente), diferente do pêlo do corpo.



A LINGUAGEM SILENCIOSA DOS CAVALOS

Os eguariços possuem uma linguagem silenciosa própria, através da expressão de olhos, da boca e do posicionamento das orelhas, permitindo que os outros eqüinos entendam o que transmitem.

Podemos observar essas alterações de comportamento na expressão deles, para antecipar possíveis ataques e contrariedades ou, para atender de maneira adequada os sentimentos que estariam sendo externados pelos mesmos.

De maneira geral, essa linguagem não é privilégio dos eqüinos e nem dos irracionais, pois os homens também transmitem sentimentos através da expressão facial.


Por exemplo:

- Numa discussão, que pode se tornar em troca de tapas e murros, se o adversário arquear as sobrancelhas, elevando-as em direção à testa, podemos atacá-lo que ele baterá em retirada, mesmo que estivesse fazendo as piores ameaças verbais e até esteja armado.

- Por outro lado, quando um adversário franze as sobrancelhas, apertando-as e empurrando-as para frente, sobre os olhos, ele está pronto para atacar sem medir as conseqüências, mesmo que esteja falando baixo ou aparentando estar calmo.


No quadro abaixo,
temos três expressões
diferentes:
























1 - Prestando atenção
2 - Animal absorto
3 - Tomando conhecimento


No quadro abaixo,
temos cinco expressões diferentes:


















1 - O eguariço está com medo e desconfiado
2 - O eqüino está cansado e abatido
3 - O animal demonstra preocupação
4 - Cuidado - o eguariço está tenso e pode atacar
5 - Fisionomia de agressividade - fuja do seu alcance.



AS QUATRO ANDADURAS DO CAVALO
Os eguariços possuem quatro andaduras, conforme segue:

1ª - O TRANCO - Velocidade média: ½ légua por hora
Tiro: 6 léguas (39,6 Km)
Opções: Tranquito / Trancão

2ª - O TROTE - Velocidade média: Uma légua por hora
Tiro: 3 léguas (19,8 Km)
Opções: Trotesito / Trotão

3ª - O GALOPE - Velocidade média: Duas léguas por hora
Tiro: ½ légua (3,3 Km)
Opções: Galopito / Galopão

4ª - A CARREIRA - Velocidade máxima: Nove léguas por hora
Tiro: 2 quadras (264 metros) em 16 segundos
Opções: Carreirita / Carreirão

NOTA: Uma légua corresponde a 6.600 metros (6,6 Km) ou 50 quadras lineares.



CRÔNICA

O Cavalo é o maior companheiro do gaúcho; é o senhor das distâncias (para o viajante); é a confiança (para o tropeiro); é o guerreiro (para o soldado da cavalaria); é o orgulho (para o carreirista); é a relíquia (para o peão); é o pioneiro meio de transporte deste Pampa.

O Cavalo foi introduzido em nosso Pago, pelos jesuítas castellanos, em 1634; até então, era desconhecido dos nativos, entretanto, em pouco tempo se tornou o maior patrimônio dos Charruas, Minuanos, Pampeanos e ainda dos Tapes.

O Cavalo participou ativamente desde a formação do Rio Grande de São Pedro, sendo um verdadeiro companheiro inseparável e de uma afinidade tão grande com o gaúcho, que até surgiu um adágio popular, dessa amizade:

Cavalo que não é parecido com o seu dono - é roubado

Estou velho, tive bom gosto;
Morro, quando Deus quiser.
Duas coisas levo comigo:
Cavalo bom e mulher.
(Folclore recolhido por Augusto Meyer)



RAÇAS comuns no Rio Grande do Sul

Andaluz (Ibéria)
Àrabe (da Arábia)
Bretão (Grã-Bretanha)
Manga-larga ou Campolina (Brasil)
Percheron (Alemanha)
Quarto-de-milha (Americano)




Puro Sangue Iinglês - PSI  (Inglaterra)
















Crioulos (Gaúchos)


Uma reculuta . . .

















Faceira que nem égua com dois potrilhos . . .














Comendo sal . . .





Em formação . . .





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No campo . . .

 
 

Pastando de mano a lo largo . . .

 
 

Égua com cria ao pé . . .

 
 

Visitando o cocho . . .

 
 

Procurando ração . . .

 
 

Pastando na sombra . . .

 
 
















Aproveitando a folga . . .



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Cuidando a cria . . .
 
 

















Educando a cria . . .
 
 

















No cabresto, aguardando . . .









 

Encilhado pra lida, só faltando o laço . . .

 















Nas baias . . .























Potros parilheiros encapados, para ocultar a boa forma . . .




















O tradicional  "forma cavalo"  do campeiro . . .

















Pegada de vários campeiros num "forma cavalo" . . .

















O banho refresca, após a lida . . .




















QUALIDADES

Alfário - cavalo inquieto, que salta e relincha

Aporreado - cavalo indomável

Aragano - cavalo não dado ao serviço

Bagual - cavalo xucro

Doce-de-boca - cavalo de bom governo

Flete - cavalo veloz

Fogoso - cavalo que pede freio

Garanhão - cavalo reprodutor

Gavião - cavalo arisco

Marchador - cavalo de andar marchado

Negador - cavalo falso

Pachola - cavalo garboso

Passarinheiro - cavalo assustado

Pingo - cavalo de estima

Potrilho - cavalo novinho

Potro - cavalo jovem

Redomão - cavalo em processo de doma

Rufião - cavalo para preparar éguas para o garanhão copulá-las

Tafoneiro - cavalo que vira só para um lado.




PEJORATIVOS

Matungo - cavalo de má qualidade

Pilungo - cavalo ordinário e feio.




EXPRESSÕES

São maneiras que o gaúcho tem de expressar-se, em relação ao CAVALO - como segue:

1 - Estou com o cavalo pela rédea = Estou pronto para partir.

2 - Disparou o alazão com a soga = O sol está nascendo (ou se pondo).

3 - É uma dose cavalar = Grande quantidade de algo.

4 - Vou esperar que passe o cavalo encilhado = Vou aguardar uma melhor oportunidade.

5 - O jeito é ensaboar o cavalo = Vou aguardar (esperar).



COMPARAÇÕES

São maneiras que o gaúcho tem de comparar (algo com algo), em relação ao CAVALO - como segue:

1 - Amontoado que nem bosta de cuiúdo em ladeira = Em demasia.

2 - Entrar amarelo e sair baio = Topar-se mal numa feita.

3 - Está feio o olho da petiça = As coisas estão mal.

4 - Faceiro que nem égua com dois potrilhos = Melhor é impossível.

5 - Ficar potrilho = Ficar brabo por pouca coisa.

6 - Gaúcho sem cavalo é como cusco sem dono = Te prepara, tchê!

7 - Mais sovado que lombo de cavalo velho = Acostumado.

8 - Miudinho com corcóveo de petiço = Aos pouquitos.

9 - Não sou cavalo de trote e nem de tranco = Sou moderado.



DITADOS

São adágios (provérbios) gauchescos, como segue:

1 - Cavalo bem encilhado - Gaúcho recomendado.

2 - Cavalo dado não se escolhe o pêlo.

3 - Cavalo de comissário ganha sempre.

4 - Cavalo de presente não se olha se tem dente.

5 - Ganhando o primeiro tirão não há bagual pescoceiro.

6 - Pelo andar se conhece o parilheiro - pelos aperos, o cavaleiro

7 - Petiço de pernas curtas tem que largar na frente.

8 - Praga de urubu não mata cavalo gordo.

9 - Se eu não me apeio - que golpe me dá o vermeio.

10 - Criado com leite de égua.

11 - Tobiano - só por engano.

12 - Gaúcho e cavalo - como um todo, se confundem como Pago e Querência.




TERMOS

São conversações gauchescas que qualificam ou não, como segue:

1 - ÂMO CAVALO! = Interjeição usada para chamar a atenção de pessoa mal educada.

2 - CAVALO GATEADO ... DOS OUTROS = Cavalo roubado.

3 - CAVALO VESTIDO = Estúpido, grosseiro.

4 - FECHAR UM BAIO = Fechar um cigarro palheiro (crioulo).

5 - PÔR O CAVALO NA SOMBRA = Aguardar os acontecimentos e esperar que melhore.

6 - PRIMEIRA ÉGUA QUE ME NEGA O ESTRIBO = Sentenciando de égua, quem lhe deu carão no baile (negou-se a dançar).

7 - PUXAR PELA GRAMATUNGAGEM = Falar difícil.

8 - TEMPEAR O CAVALO = Tomar profundo conhecimento sobre algo.

9 - TIRAR O CAVALO DA CHUVA = Desenganar-se de um todo.




FILOSOFIAS

São sábios conselhos e ensinamentos gauchescos, como segue:

1 - Cavalo atado também pasta = Homem casado que namora.

2 - Cria sob o teu olhar a potranca do teu andar = Conheça a tua futura esposa.

3 - Doma tu mesmo o teu bagual = Prepara-te a ti mesmo.

4 - Fazer-se de potrilho para comer milho quebrado = Fazer-se de bobo para passar bem.

5 - Maturrango apartando bagualada é porteira quebrada = Pessoa sem prática é serviço mal feito.

6 - Não encontrar cavalo manso pra acolherar com um gavião = É deixar que o principiante se vá mal.

7 - Não há xucro que não se dome = Te acalma, vivente!

8 - Não se muda cavalo no barro = Não se troca de opinião.

9 - Não te apotres, bagual - porque, domadores não faltam = Não sejas indolente.

10 - Não apures teu pingo no repecho e anda devagar no lançante = Cautela e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém.

11 - Garanhão - não vem te relinchando pro meu lado = Vá trovar noutra freguesia.

12 - O dinheiro anda em cavalo gordo = É difícil de ganhar.

13 - Posteiro, quando chega atrasado na estância foi o cavalo que escapou da soga = Chora mais, quem pode menos.

14 - Quando vires cavalo magro e boi-manso gordo é sinal de gente vadia = Prática campeira.

15 - Quem compra cavalo fogoso e casa com mulher bonita - nunca está sem dores = Cuidado!

16 - Se vires um gaúcho com os arreios nas costas, pergunte - Onde ficou o baio? = Quem desanima é derrotado.

17 - Vai mal o olho da petiça = As coisas vão de mal a pior.




A MULHER E O CAVALO

Amigos leitores!

Deus fez o homem, depois a mulher; mais tarde fez o cavalo que possui a índole e a coragem do homem, a beleza e a graça da mulher.

É por isso que se diz:

01 - Mulher, arma e cavalo do andar - nada de emprestar

02 - Mulher sardenta e cavalo passarinheiro - alerta companheiro

03 - Mulher sem dono é como cavalo de tropeiro - não pára em casa

04 - Mulher feia é como cavalo aporreado - ninguém encilha

05 - Mulher desaforada é como cavalo coiceiro - tem-se que chegar com muito jeito

06 - Mulher faladeira é como cavalo de mascate - anda sempre comprando e vendendo

07 - Mulher apaixonada é como cavalo estreleiro - anda sempre com a cabeça erguida

08 - Mulher cheia de vontade é como cavalo tafoneiro - quando desembesta, ninguém governa

09 - Mulher namoradeira é como cavalo de piquete - em qualquer canto dá a mão

10 - Mulher barriguda é como cavalo cilhão - anda sempre perdendo o xergão

11 - Mulher chorona é como cavalo tordilho - é buena pra água

12 - Mulher ciumenta é como cavalo torto - anda sempre desconfiada

13 - Mulher logrando o marido é como cavalo passarinheiro - de qualquer coisa se assusta

14 - Mulher rica e querendona é como cavalo parelheiro - todo mundo elogia e cobiça pros’arreios

15 - Mulher braba é como cavalo queixudo - depois de agarrar o freio, babaus

16 - Mulher de bom gosto, faca de bom corte, cavalo de boa boca, onça (dinheiro) de bom peso

17 - Mulher de um modo geral é como sabugueirinho do campo - é bom pra qualquer homem-cavalo.




COLETIVOS

PARELHA - Dois animais do mesmo sexo e pêlo.

TERNO - Três animais do mesmo sexo e pêlo.

QUADRILHA - Quatro animais do mesmo sexo e pêlo.

TROPILHA - Mais de quatro animais do mesmo sexo e pêlo.

MANADA - É o coletivo de mais de quatro éguas.

TROPA - É o coletivo de mais de quatro animais (racionais ou irracionais).




O CAVALO COMO INSTRUMENTO DE AGRIMENSURA

Antigamente, não havia agrimensores suficientes para procederem as medições e demarcações das Sesmarias, que eram distribuídas pela Coroa, aos sesmeiros; foi quando se usou o CAVALO como instrumento de agrimensura, para os respectivos levantamentos topográficos - conforme segue: O sesmeiro (recebedor) aguardava o demarcador, já de CAVALO bom que troteasse mais de légua por hora.

Convencionava-se um ponto de partida A (foz de um arroio, cume de um cerro, etc.) e dali, troteava-se uma hora na direção da sombra (por exemplo), o que perfazia hipoteticamente uma légua (A - B), marcava-se o ponto B e dava-se um fôlego.

Dobrava-se num ângulo de 90º (digamos, para a esquerda) e troteava-se três horas (um tiro de trote) perfazendo-se hipoteticamente três léguas (B - C), marcava-se o ponto C, fiambreava-se e dava-se uma sesteada.

Novamente, dobrava-se num ângulo de 90º (para a esquerda) e troteava-se uma hora perfazendo-se hipoteticamente uma légua (C - D), marcava-se o ponto D, dava-se um fôlego.

Finalmente, dobrava-se num ângulo de 90º (para a esquerda) e troteava-se três horas (um tiro de trote) perfazendo-se hipoteticamente três léguas (D - A) - teoricamente, deveriam chegar ao então ponto de partida A (ou imediações) e estava demarcada (A - B - C - D) a Sesmaria, pelo trote do CAVALO ao relógio.

Vale dizer que, CAVALOS lerdos não troteiam uma légua por hora e por isso, o requerente (sesmeiro) solicitava uma lambuja de mais alguns minutos de acréscimo ao tempo estipulado (B - E) e (G - D) ao demarcador, que poderia conceder ou não tal beneplácito, redundando na área realçada em escuro (B - E - F - G - D - C - B).

É por essa razão que geralmente as estâncias possuem área de fato maior que os títulos, configurando (A - E - F - G).



A ORAÇÃO DO CAVALO

Muitos amigos meus, sabem da minha admiração ... da minha estima ... e do meu apego ao CAVALO - e, constantemente trazem-me a sua contribuição alfarrábica;  dentre tais, recebi a que segue, do meu amigo Cap. Tavares - depois, Dr. Ivan Tavares  (in memóriam).

Na subida, não me trotes;
Na descida, não galopes;
No plano, não me poupes:
Na baia, não me esqueças.

( ... análise detalhada ... )

Não me trotes na subida:
Calma e determinação, amigo;
Roma não foi feita num dia.
A cada um deles, basta o seu cuidado.
No trajeto, o passo a dar depende do anterior e a este se soma, fazendo teu caminho.

Não galopes na descida:
Não te iludas se tudo te parecer muito fácil.
Uma rodada pode ser desastrosa.
Nem sempre os aplausos são sinceros.
Há quem torça pelo teu insucesso.
Sê humilde, prudente e atento.

Não me poupes no plano:
Diz ao que vieste.
Cumpre tua missão com denodo, coragem, mas com tranqüilidade.
Tua luz, por menor que seja, contrapõe-se à escuridão com outra mais brilhante.
Todas são necessárias.

Não me esqueças na baia:
Mostra-te agradecido aos que te suportam e ajudam na empreitada.
A chama do amor de outros por ti só vive se alimentada pelo teu recíproco amor.
Extinta, também morres, triste e só.



GLOSSÁRIO
(relativo ao eqüino)

Aporreado - é o cavalo mal domado

Aragano - é o cavalo não dado ao serviço

Bago - Testículo, produtor do esperma

Bagual - é o cavalo xucro, selvagem

Capão - é o cavalo castrado

Cavalar - Relativo a cavalo

Cavalaria - Temida arma ligeira; uma das armas militares dos exércitos
                          * (Veja-se tópico especial, no após este glossário)

Cavalariano - Soldado de cavalaria

Cavaleiro - Pessoa que sabe cavalgar

Cavalgar - Eqüitar, andar a cavalo

Cavalgada - Grupo de pessoas a cavalo; viagem feita a cavalo

Cavalhada - Porção de cavalos

Cavalheiro - Pessoa educada, delicada e de fino trato

Cavalo-de-comissário - é o cavalo (mesmo que seja ruim), não pode perder para os demais com os quais compete

Cuiudo - é o mesmo que garanhão ou reprodutor

Doce-de-boca - é o cavalo que o domador castigou em demasia

Égua-madrina - é aquela que orienta as xucras, numa reculuta ou numa tropeada

Flete - é cavalo muito rápido e veloz

Fogoso - é o cavalo que pede freio e gosta de avançar

Garanhão - é o mesmo que cuiudo ou reprodutor

Gavião - é o cavalo arisco

Inteiro - é cavalo não castrado

Lerdo - é o cavalo que anda vagarosamente

Marchador - é o cavalo que tem o andar de marcha

Matungo - é o cavalo de má qualidade

Maturrango - é uma pessoa sem serventia.

Negador - é o cavalo que nega o estribo no montar-lhe

Pachola - é o cavalo garboso

Parelheiro - é o cavalo destinado a páreos ou carreiras

Passarinheiro - é o cavalo que se assusta de pouca coisa

Pilungo - é o cavalo de pouca serventia

Pingo - é a denominação carinhosa e afetiva dada ao cavalo de estima

Poldra - é a égua nova

Potranca - é a égua novinha

Potrilho - é o cavalo novinho

Potro - é o cavalo novo

Redomão - é o cavalo que está sendo domado e já levou lombilho (encilha)

Roncolho - é o cavalo mal castrado (que só tem um bago)

Rufião - é o cavalo destinado a iniciar o namoro com as éguas; ele, outrora fora garanhão, não perdendo a pretensão

Tafoneiro - é o cavalo que vira só para um lado

Tiro - é o limite adequado e de bom aproveitamento naquela distância, para:
                   Resistência = Tiro-de-andadura
                   Atirar a boleadeira = Tiro-de-boleadeira
                   Atirar o laço = Tiro-de-laço

Torto - é o cavalo que tem um olho defeituoso ou falta um olho

Urco-dum-cavalo - é o cavalo maior que o normal, de tamanho exagerado, enorme.



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( * ) - CAVALARIA

Instituição medieval que floresceu no continente europeu, especialmente na França, espalhando-se depois pela Inglaterra, Espanha, Portugal, Itália e Alemanha.

Sua influência na cultura da época foi bastante sensível, atingindo o auge no século XII. Uns atribuem sua origem às instituições teutônicas; outros afirmam ter ela nascido das organizações militares romanas. O certo é que a cavalaria como instituto, classe ou ordem militar, originou-se da particular estrutura do exército feudal, onde pouco valor se atribuía à infantaria e da necessidade de combater, detendo o avanço dos árabes (hábeis cavaleiros).

Pode-se afirmar que o choque entre o mundo cristão e o mundo muçulmano determinou o surto da cavalaria européia, quer durante os combates contra a pretendida invasão árabe da França, quer, principalmente, durante as Cruzadas.

O nascimento da cavalaria deve datar do século IX, quando se desintegrou o Império de Carlos Magno (que detivera os árabes já na fronteira da própria França) e portanto, o perigo levantino se tornou maior, diante da enfraquecedora atomização do poder, multifeito nas mãos dos senhores feudais.

Os feudos transmitiam-se normalmente, em toda a Europa ocidental de então (por direito de primogenitura ou morgadio), de modo que o filho varão que não fosse primogênito (cadete), não recebia mais do que o necessário para armar-se e montar a cavalo.

Esses cadetes que se iniciavam na carreira das armas, após duro aprendizado (começando como palafreneiros, depois pajens, escudeiros e afinal cavaleiros) no castelo de um senhor feudal (nunca ou quase nunca do próprio pai), eram por isso chamados “os sem terra”.

Armados cavaleiros, alistavam-se a serviço de algum castelão ou partiam em busca de guerra e aventuras (cavaleiros andantes).

Durante os primeiros séculos de sua existência, a cavalaria não passava seguramente de uma classe de aventureiros e brigões, semideserdados da fortuna e de mãos pouco limpas (quer de sangue, quer de bens alheios); um constante perigo para a ordem social e para a tranqüilidade dos castelos, campos feudais e burgos por onde passavam e nos quais o rapto de donzelas se tornou o mais vezeiro de seus delitos.

A partir do século XI, entretanto, já ao tempo das Cruzadas, a Igreja Católica fez sentir a sua ação moderadora e moralizadora; sem se opor ao ideal de luta do cavaleiro, gradualmente apresentou-lhe essa luta revestida de um misticismo cristão todo particular e que marcou época na história do pensamento europeu.

Sua espada devia estar a serviço da Igreja, dos fracos, das viúvas, dos órfãos e em geral de todos os servos de DEUS = (Defensio atqus protectio acclesiarum, viduarum orphanorumque DEO servientium). Combatendo o vício pela virtude contrária, a influência da Igreja transformou o costume do rapto num culto quase místico da mulher, a qual devia ser defendida com valor e tratada com casta cortesia.

O solene ritual da sagração de um cavaleiro passou a ser essencialmente místico - vigília de armas e oração, banho purificador, banquete em que o novel cavaleiro nada comia nem bebia, permanecendo absorto na consideração da dignidade de seu estado, etc..

Transmudou-se a cavalaria, infundindo-se nela o chamado espírito cavalheiresco. Essas duas fases que em si são muito distintas, aparecem freqüentemente confundidas pelos historiadores, os quais também as confundem com o espírito gentil da galanteria trovadoresca.



As três fases completamente diversas da CAVALARIA:

1 - A cavalaria indisciplinada, turbulenta e imoral - dos primeiros séculos;

2 - A cavalaria penetrada do espírito cavalheiresco-cristão e dos grandes ideais de luta pela terra e pela fé - no século XI;

3 - A cavalaria penetrada do espírito cortesão e galante - do século XII.



Seus membros faziam voto de celibato, pobreza e obediência, unindo de certo modo o ideal do cavaleiro e o do monge.

As ordens mais importantes foram as dos Hospitalários, Templários, a de Avis, a de Calatrava, a de Santiago e a de Alcântara.

No norte da Europa sobressaiu a ordem dos Cavaleiros Teutônicos, um de cujos ideais foi a cristianização dos povos eslavos e bálticos; no leste europeu, foi a dos Cavaleiros de Cristo.



MILITARISMO

Uma das armas de que se compõe os exércitos e na qual, os homens (armados de sabres, pistolas, granadas, mosqueteiros, fuzis-metralhadoras leves e pesados, e morteiros), são treinados para o combate a pé e a cavalo.

Possui potência de fogo e mobilidade relativos; manobra a cavalo e combate a pé, pelo fogo. Pequenos grupos de cavalarianos podem combater a cavalo, com seus sabres, pelo choque. É empregada como vanguarda, cobertura ou reserva móvel.

Teve seu período áureo nas guerras napoleônicas > no Brazil , durante a Guerra Cisplatina (1825-1828), na REVOLUÇÃO FARROUPILHA (1835-1845) e do princípio ao fim da Guerra do Paraguai (1864-1870).

Seu emprego tornou-se cada vez mais restrito nos exércitos modernos, sendo substituída pela forças moto-mecanizadas e pela aviação.

Hoje, distingue-se na tecnologia militar a cavalaria-hipo, que é a tradicional, servindo-se de cavalos e a chamada cavalaria mecanizada (que são as unidades motorizadas e os blindados).

As CAVALARIAS que mais se distinguiram na história militar, foram: A cavalaria árabe, a cossaca, as brigadas ligeiras de Napoleão, a cavalaria farroupilha (no sul do Brazil) e a cavalaria garibaldina (de Giuseppe Garibaldi, na Itália).


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DEDICATÓRIA

Em primeiro lugar, dedico este trabalho, à minha dileta esposa DALVA - companheira de todas as horas, a quem devo muito do que sou.

À minha filha HELENITA - que me ajudou a acolherar as letras nesta changa.

Ao meu filho HELINTON - que muito me apoiou.

Ao meu filho DANIEL - que sabe ser o pangaré o único pêlo que não termina por o.

Ao meu filho MOISÉS - que admira do cheiro dos eguariços.

E à minha filha DÉBORA - que aprecia uma cavalgada no campo.



Em segundo lugar, dedico este trabalho a todos os guapos gaúchos do meu Pago continentino, sobre tudo aos pioneiros deste Rio Grande de São Pedro.



Em terceiro lugar, dedico este trabalho a todos os viventes que são adeptos duma boa campeireada pela invernada da cultura campesina gaúcha, que nada seria sem o cavalo.



E, por derradeiro, dedico este trabalho aos demais brasileiros que ignoram o fato de o BRASIL ter aumentado ao sul do Tratado de Tordesilhas, graças aos cascos e patas dos cavalos do Sentinela dos Pampas.



OTÁVIO PEIXOTO DE MELO
O Maragato





































3 comentários:

  1. valeu maragato pelo teu trabalho lindo, aqui é um catarina guapo que admira e tem como paixão esses beiçudos.

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  2. Parabéns, Sr.Otávio Peixoto de Melo.
    Amante que sou dos cavalos, me senti deveras envolvido em suas palavras nesse brilhante trabalho. Desejo que o Patrão Celestial continue a derramar sobre a sua vida, graça, sabedoria e inteligência, tal qual o respingar das folhas depois da chuva de verão. Um forte abraço do admirador:
    André L. Portes.

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  3. Agradeço as emocionantes palavras dos comentaristas acima: Marcio e André L. Portes.

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