domingo, 30 de dezembro de 2012

FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA

FAMÍLIA  IMPERIAL  BRASILEIRA

Este álbum apresenta a FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA, oriunda da "Casa de Bragança" (estandarte da côr verde), desde a sua origem em 1640, no reino de Portugal, quando D João IV, destronou a Disnastia de AVIZ.
Agradeço as fontes consultadas, sem as quais não seria possível tal empreitada !!!


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CASA  DE  BRAGANÇA


D JOÃO IV
Tetravô de D João VI
21º Rei de Portugal
(1640-1656)


D AFONSO VI
Trisavô de D João VI
22º Rei de Portugal
(1656-1683)


D PEDRO II
Bisavô de D João VI
23º Rei de Portugal
(1683-1706)


D JOÃO V
(o Mulherengo)
Avô de D. João VI
24º Rei de Portugal
(1706-1750)


D JOSÉ I
Irmão de D Pedro III (seu sucessor)
Tio de D. João VI
25º Rei de Portugal
(1750-1777)
Acessorado pelo sábio e competente Ministro Sebastião José de Carvalho e Mello


D PEDRO III
Irmão de D José (seu antecessor)
Pai de D. João VI
26º Rei de Portugal
(1777-1786)


 Dnª MARIA I
Portuguesa, mãe de D João VI e esposa de D Pedro III
(1777-1786)


Dnª MARIA I
(a Louca)
Portuguesa, mãe de D João VI e viúva de D Pedro III, assumiu o Trono de Portugal
(1786-1792)


D JOÃO DE BRAGANÇA
Príncipe Regente de Portugal, Algarves e Brazil
(1792-1816)


 D JOÃO VI
Fardado de Almirante
Rei de Portugal, Algarves e Brazil
(1816-1821)


   D JOÃO VI
Rei de Portugal, Algarves e Brazil
(1816-1821)


 
   D JOÃO VI
Rei de Portugal, Algarves e Brazil
(1816-1821)
Pousando ao lado da Corôa


    D JOÃO VI
Rei de Portugal, Algarves e Brazil
(1816-1821)
Desfilando em via pública no Rio de Janeiro 


D JOÃO VI
No tradicional beija-mão dos nobres


D JOÃO VI
No tradicional beija-mão da plebe


D JOÃO VI
Passeando de carruagem no Rio de Janeiro, tendo ao lado a 
Dnª Carlota Joaquina numa literia


D JOÃO VI
(1767-1826)
Pai de D Pedro I e avô de D Pedro II
27º Rei de Portugal, Algarves e Brazil
(1816-1820)


Dnª CARLOTA JOAQUINA
Princesa do Reino Tropical
(Brazil-colônia)


Dnª CARLOTA JOAQUINA
quando casou-se com o Príncipe D João de Bragança


Dnª CARLOTA JOAQUINA
(1775-1830)
Real Litis Consorte de D João VI
Espanhola, mãe de D Pedro I e avó de D Pedro II


D JOÃO VI  e  sua Esposa Dnª CARLOTA JOAQUINA
Casamento dos genitores de D Pedro I  e  avós de D Pedro II


Dnª CARLOTA JOAQUINA
passeando de literia, no Rio de Janeiro 

 
 Rio de Janeio
(1808-1820)


  Engenho de Cana de açúcar
(Período colonial) 


 Sopeira da Corôa Portuguesa



Trajes da época
(1808-1822)


 D PEDRO I
(1798-1834)
Príncipe Regente do Brazil
(1821-1822)
Pai de D Pedro II
1º Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brazil
(1822-1831)


Dia do Fico
SE FOR PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO, DIGA AO POVO QUE "FICO"
(09-01-1822)


 Independência do Brazil
(07-09-1822)
Essa TELA é obra de um pintor ancestral meu;  chamava-se
Pedro Américo de Figueiredo e Melo
Natural de Areia (PB), nascido aos 29 de abril de 1843  e  falecido em Florênça, aos 07 de outubro de 1905.
Foi romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, mas ... é mais lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil, deixando obras de impacto nacional, como essa de óleo sobre tela.
Areia é a única cidade do Estado da Paraíba, tombada pelo IPHAN como Patrimônio Histórico e Cultural Nacional.

(Informações da minha amiga Ana Clara Maia, especialista em Gestão Cultural.- natural de Areia).


 Grito do Ipiranga
bradado por D Pedro (depois) D Pedro I
INDEPENDÊNCIA  OU  MORTE
São Paulo
(07-09-1822)


 Sagração e Coroação de D Pedro I
(12-10-1822)



D Pedro I veio ao Rio Grande do Sul em 1826, observar as escaramuças das tropas imperaisis brasileiras, na Guerra Cisplatina  (1825-1828)

Esse sobrado histórico construído em S. José do Norte - RGS, em 1800, hospedou D Pedro I em 1826

ABDICAÇÃO de D PEDRO I
Aos 07 de abril de 1831 
Há vários fatores que contribuíram para a abdicação de D Pedro I:
1- A violenta repressão à Confederação do Equador
2- A dissolução da Assembleia Constituinte de 1823
3- A imposição da Constituição de 1824
4- A prepotência do Poder Moderador
5- O envolvimento de D. Pedro I com a sucessão monárquica portuguesa
6- A balança comercial brasileira acumulava déficits
7- A dívida externa aumentou
8- A perda da província de Cisplatina
Com isso, a imagem de D. Pedro I ficou muito desgastada e o exército decidiu derrubar o imperador. 
Então D. Pedro I resolve abdicar ao trono em favor do seu filho Pedro de Alcântra (de 5 apenas anos).


Corôa de D Pedro I


 
Dnª MARIA LEOPOLDINA DE ÁUSTRIA
(1797-1826)
Austríaca, 1ª Esposa do Imperador D Pedro I e Mãe de D Pedro II


Dnª MARIA II
(1819-1853)
D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, aos 04 de Abril de 1819 — e faleceu em Lisboa, aos 15 de novembro de 1853
Filha de D. Pedro IV de Portugal (Imp. do Brazil, como D. Pedro I) e da arquiduquesa Dnª Leopoldina.
Foi a 31ª Rainha de Portugal e do Algarves (em dois períodos), de 1826 a 1828 e 1834 a 1853.
Foi cognominada de A Educadora  ou  A Boa Mãe, em virtude da aprimorada educação que dispensou aos seus muitos filhos.
Dnª Maria da Glória era loira, de pele muito fina, olhos azuis como a mãe austríaca.


Dnª FRANCISCA CAROLINA
(1824-1898)
Princesa Irmã de D Pedro II


D FRANÇOIS D'ORLÉANS
(1818-1900) 
Príncipe de JOINVILE
Francês, cunhado de D Pedro II e casado com sua irmã, a princesa Dnª Francisca de Bragança, princesa do Brazil. Era filho de Louis Philippe I rei dos franceses e de Maria Amalia di Borbone, princesa das Duas Sicílias.
O Príncipe de Joinville era primo carnal da imperatriz Dnª Leopoldina, esposa de D Pedro I, e primo carnal também da imperatriz Dnª Teresa Cristina Maria, esposa de D Pedro II, pois o príncipe e ambas as imperatrizes eram todos netos de Ferdinando I, rei das Duas Sicílias e de sua primeira esposa Maria Carolina, arquiduquesa de Áustria. Vale ainda ressaltar que este príncipe era primo em 2º grau do imperador D Pedro II.
Muitos outros laços de parentesco, devem ainda ligar o príncipe à família imperial brasileira.
A propósito de, como se diz, tudo em Joinville se chamar Príncipe de Joinville, deve vir do fato de que Dnª Francisca ao casar-se, recebeu como parte de seu dote, terras devolutas na Província de Santa Catarina, no sul do Brasil, com 25 léguas quadradas (21,780Km X 21,780Km), situadas a nordeste da Província, à margem esquerda do rio Cachoeira.
Os príncipes de Joinville negociaram as terras com a Companhia Colonizadora Alemã, do Senador Christian Mathias Schroeder, rico comerciante e donos de alguns navios. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, mais tarde Joinville, hoje a maior cidade do interior do estado de Santa Catarina. Os príncipes nunca estiverem naquelas terras.


 
Casamento de D Pedro I com Dnª Amélia
realizado em Londres (Inglaterra), aos 30 de maio de 1829
e ratificada em Munique (Alemanha), aos 30 de junho de 1829


 Dnª AMÉLIA DE LEUCHTENBERG
(1812-1873) 
Italiana, 2ª Esp. do Imperador D Pedro I


Dnª MARIA AMÉLIA
(1831-1853)
Princesa
Única filha do segundo casamento de D Pedro I (seu pai), Maria Amélia nasceu na França após a abdicação de D Pedro I ao trono brasileiro.
Quando a princesa contava apenas um mês de idade, D Pedro I partiu para Portugal para restaurar a coroa de sua filha mais velha, Dnª Maria II, que havia sido usurpada pelo seu irmão mais novo, D Miguel I.


Dnª Domitila de Castro do Canto e Melo
(1797-1867)
Viscondessa com grandeza
 e
Marquesa de Santos
Foi uma nobre brasileira, célebre amante de D Pedro I - Imperador do Brazil, que lhe conferiu o título nobiliárquico de MARQUESA, aos 12 de outubro de 1826.



Dnª Isabel Maria de Alcântara Brasileira
(1824-1898)
Duquesa de Goiás
Filha de D. Pedro I e de sua amante Dnª Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos.


 Dnª Maria Isabel II Alcântara Brasileira
(1830-1896)
Duquesa do Ceará
Filha de D. Pedro I e de sua amante Dnª Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos



Engenho de cana de açúcar
(no Brazil Colonial)



 
D Pedro II
Aos 10 meses
(1826 )


 D Pedro II
Aos 12 anos
(1838)


 D Pedro II
Aos 15 anos
Coroação aos 18 de julho de 1841
***
Acabada esta cerimônia, levantou-se S. M., e acompanhado pelo Exm.º Celebrante à direita, pelo Exm.º Bispo Capelão-Mor à esquerda, e pelos demais Bispos assistentes no altar e mais comitivas, subiu ao Trono, sentou-se . . .


Corôa de D Pedro II


  D Pedro II
Aos 20 anos
(1846)


D Pedro II
 Aos 20 anos
(1846)
O Imperador Pedro II foi recebido e presenteado pelos cachoeirenses
  Aos 7 de janeiro de 1846 a Vila Nova de São João da Cachoeira recebeu a visita do Imperador Pedro II e sua Real Consorte, motivada pela pacificação da Província após a Revolução Farroupilha. O Imperador, então um jovem de 20 anos de idade, foi recebido com honrarias na Vila de Cachoeira pela Câmara e povo que homenageou figura tão ilustre, segundo o historiador De Paranhos Antunes, com a oferta de um cetro de metal dourado mandado fazer especialmente para a ocasião. O cetro encontra-se em exposição no Museu Municipal.


 D Pedro II 
Aos 22 anos
(1848)


 D Pedro II
Aos 25 anos
(1851)


 D Pedro II 
Aos 32 anos
(1858)


 D Pedro II 
Aos 39 anos
(1865)


Dnª Luísa Margarida de Barros Portugal
Condessa de Barral
(Jovem)
(1816-1891)



(Madura)


(Velha)


(Idosa)


Últimos anos

O relacionamento, uma amizade colorida ao tom das que existiam na França durante o período romântico, duraria até o ano da morte de ambos. Durante um largo período, manteve-se apenas por via epistolar. O imperador encontrou-se com a amiga nas duas viagens que empreendeu à Europa, em 1870 e 1887, e nos últimos meses de vida, quando, viúvo e exilado, passou algumas temporadas na residência da condessa, em Canes.
D. Pedro II teria mantido romances também com outras mulheres, como a Condessa de Villeneuve, a madame de La Tour e Eponina Otaviano. As duas primeiras eram amigas pessoais dela e teriam sido apresentadas ao imperador como forma de "entreterem" o amante. A Condessa de Barral viria a falecer poucos meses antes do imperador.

As cartas 

Na década de de 1940, o Conde de Barral e Marquês de Montferrat, seu neto, doou ao Museu Imperial de Petr´ópolis as cartas trocadas entre sua avó e o Imperador do Brasil, que evidenciam o relacionamento entre ambos. 

O acordo entre a Condessa e o Imperador dizia que ambos deveriam queimar as cartas recebidas um do outro imediatamente após serem lidas. Embora D Pedro II tenha seguido as regras, Luísa Margarida desobedecia-as esporadicamente e guardava algumas cartas. Assim, as únicas cartas que sobreviveram foram recebidas pela Condessa, mas nenhuma enviada por ela ao imperador.


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Em 1865, os paraguaios invadiram o Rio Grande do Sul, apoderando-se de S. Borja, Itaquí e Uruguaiana, D Pedro II transportou-se em pessoa à província invadida; só regressando depois de libertada aquela parte do nosso território.



 D Pedro II
Viajou ao Rio Grande do Sul, por duas oportunidades:
1ª vez, em 1846, quando da pacificação da Revolução Farroupilha;
2ª vez, em setembro de 1865, quando o exército paraguaio invadiu o Pago Gaúcho, tomando as cidades de S. Borja, Itaquí e Uruguaiana, respectivamente.
D Pedro II transportou-se em pessoa à província invadida, só regressando depois de libertado aquele trecho do nosso território, com a rendição incondicional dos invasores paraguaios comandados pelo General Antônio de La Cruz Estigarriba, cercado e aprisionado em Uruguaiana - RS.


 Solar Panatier
Prédio onde se hospedou de D Pedro II, em Rio Pardo, RGS - 1846 e 1865


 Ponte de Pedra  ou  Ponte do Império
Edificada sobre o rio Botucaraí, divisa de Cachoeira do Sul  com "Candelária" (na época era Rio Pardo).
Essa obra mandada construir por D Pedro II, em 1846, foi a 5ª do gênero erguida na Província do Rio Grande de S. Pedro.


As primeiras  PONTES  (iguais na arquitetura), construídas no sul do Brazil, foram:
·        A  Ponte  foi a do rio Capivari (Viamão);
·        A  Ponte  foi a de Mostardas (no rincão do inferno);
·        A  Ponte  foi para ligar a região leste dos campos de Viamão, com o Porto dos Casais, através da
     Capela Grande de Viamão, nos baixios alagadiços do arroio Passo do Vigário, próximo à Vila;  foi feita
     em três segmentos, sendo que a mais longa foi a que transpõe o arroio propriamente dito;
·        A  Ponte  está conservada e faz parte da paisagem de Porto Alegre no “conjunto açoriano”  -  junto à Av. Borges de Medeiros, na época transpunha o Arroio Dilúvio, hoje um lago.  (Págs. 53 e 54, do livro "Assim Nasceu Viamão" de Ary Caldeira da Silva – 1996);

·        A  Ponte  foi construída em 1847, sobre o Arroio Botucaraí (Rio Pardo  x  Cachoeira).
 
O Imperador passou sobre ela, quando veio ao Rio Grande de São Pedro pela segunda vez, em setembro de 1865.


Prédio onde se hospedou D Pedro II, em Cachoeira do Sul, RGS - 1846 e 1865
Depois, residência do General José Gomes Portinho (Oficial do Exército Brasileiro)


Cachoeira (do Sul)

Rio Grande do Sul
Desde outubro de 1845, os vereadores da Vila Nova de São João da Cachoeira estavam agitados com os preparativos para a visita do jovem Imperador Pedro II. Uma vila pequena ainda, com raras casas cômodas e gente pouco habituada aos rapapés da Corte tinha muito que evoluir para receber tão ilustre personagem. Além do mais, D Pedro II havia se casado há pouco, o que fazia com que os vereadores tivessem uma preocupação a mais: provar que um lugarejo dos confins do Império acomodaria condignamente a filha de um rei e esposa de um imperador.
Em sucessivas reuniões, liderados pelo presidente Alexandre Coelho Leal, os vereadores João Thomaz de Menezes Filho, João Pinto da Fonseca Guimaraens, José Pereira da Silva Goulart, João Antonio de Barcellos e João de Souza Dias discutiram quais os compromissos do Imperador na Vila, como o povo seria preparado, quais os trajes que eles deveriam usar na presença dos visitantes, como as casas e as ruas seriam decoradas e iluminadas e em que moradia, afinal, o casal imperial poderia acomodar-se com relativo conforto. A escolha recaiu sobre um casarão erguido pelo Dr. Jozé Afonso Pereira, na Rua Santo Antônio, de fachada decorada por azulejos portugueses, onde os hóspedes teriam aposentos asseados, serviçais disponíveis, boa mesa e conversa civilizada, pois o anfitrião, além de médico, era homem viajado e acostumado a reuniões sociais.
Tomadas as devidas providências, antes do clarear do dia 07 de janeiro de 1846, às 5 horas da manhã, os vereadores reuniram-se na Câmara para, em comitiva, seguir até as proximidades do Passo do Amorim para receberem D Pedro II, Dnª Teresa Cristina e a comitiva imperial. Montavam os melhores cavalos, trajavam roupas previamente acertadas e que pareciam as mais adequadas à ocasião: calça, colete e casaca preta, lenço branco ao pescoço, botins e chapéu armado. O vereador presidente, em nome dos seus pares e dos habitantes da Vila Nova de São João da Cachoeira, deu as boas-vindas ao Imperador e esposa, externando a satisfação de poder abrigar Suas Majestades e comitiva, finalizando com vivas à pacificação da Província. Assim escoltado, o Imperador desceu a Rua do Corpo da Guarda, dirigindo-se à Rua Santo Antônio para, finalmente, ser acomodado na casa do Dr. Pereira.
A casa em questão foi vendida muitos anos depois a descendentes de José Gomes Portinho, cachoeirense que fez nome na Revolução Farroupilha e depois na Guerra do Paraguai, quando defendeu os interesses do Império. Como prova de sua envergadura moral, Portinho recusou o título de Barão de Cruz Alta que D Pedro II lhe ofertou em 1878. Era republicano por convicção, julgando-se, portanto, impossibilitado de receber honrarias do Império. Mas esta já é outra história.
Da primeira visita de D Pedro II a Cachoeira (ele retornaria em 1865) restam hoje alguns azulejos da casa do Dr. Jozé Afonso Pereira, preservados no acervo do Museu Municipal, as atas da Câmara que relatam os preparativos e ações levadas a efeito pelos vereadores e a ponteira do cetro de metal dourado que foi oferecido ao Imperador. O casarão que hospedou D. Pedro II não resistiu ao desgaste do tempo e à nossa incapacidade de preservar patrimônios e cedeu espaço para um prédio sem beleza, sem nobreza e sem história.  (História de Cachoeira do Sul - Núcleo Municipal da Cultura)


Comitiva de D Pedro II transpondo o rio Jacuí (RGS), no Passo do Jacuí (Pertil  X  Jacuí), Cachoeira do Sul, rumo à Uruguaiana (RGS) - 1865


Prédio onde se hospedou D Pedro II, em S. Gabriel, RGS - 1865


Obelisco de Uruguaiana (RGS)
Esse marco assinala o local onde D Pedro II recebeu a espada do general paraguaio Antonio de La Cruz Estigarriba - aos 18 de setembro de 1865


 D Pedro II 
Aos 44 anos de idade, com o uniforme de almirante da  
Marinha do Brazil
(1869 )


 D Pedro II  e  Dnª Isabel (Princesa)


 D Pedro II
Aos 46 anos
Fala do trono
(1872 )


 D Pedro II 
Aos 61 anos
(1887 )


O Imperador D Pedro II fez várias viagens ao exterior e durante tais ausências, sua filha a Princesa Dnª Isabel assumia a Regência do Império do Brazil.
A última escapada para a Europa, em 1888, teve como principal motivo a recuperação de sua saúde. Sofrendo de graves febres em decorrência da diabetes, D Pedro II foi aconselhado por seus médicos a passar um ano e dois meses na Europa, entre Alemanha, Itália e França.
E foi nesse período que a Princesa Dnª Isabel assinou e promulgou a ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA.


 A Princesa Dnª Isabel assina e sanciona a Abolição da Escravatura no Brazil
(13-05-1888)



 A Lei Áurea
(13-05-1888)


Dnª Thereza Christina
(1822-1889)
Italiana (Siciliana)


Dnª Thereza Christina
(1822-1889)


 Dnª Isabel de Bragança e Bourbon
(1846-1921)
Princesa


 D Gastão D'Orléans 
(1842-1922) 
 Francês, Conde D'Eu com a farda do  
Exército Brasileiro


Dnª Isabel  e  D Gastão
com o filho D Luís de Orléans e Bragança  e  a esposa Dnª Maria Pia  e  netos



 D Pedro II  e  Dnª Thereza Cristina 
com as filhas e genros
Dnª Isabel  Conde D'Eu  +  Dnª Leopoldina  e  Duque de Saxe


Dnª Leopoldina de Bragança e Bourbon
(1847-1871) 
Princesa


 Dnª Leopoldina de Bragança e Bourbon
(Renunciou a nobreza)


 D Luís Augusto Maria Eudes de Saxe-Coburgo-Gota
(1845-1907) 
 Alemão, Duque de Saxe com a farda da  
Marinha do Brazil


 Dnª Leopoldina  D Luís Augusto


   
D Luís Augusto Maria Eudes de Saxe-Coburgo-Gota 
e   Dnª Leopoldina de Bragança e Bourbon 
com o filho primogênito Pedro Augusto


Pedro Augusto, José Fernando  Augusto Leopoldo
+ Luís Gastão (ainda não nascido), filhos de Dnª Leopoldina


 D Pedro II
(1826-1891)
2º Imperador do Brazil

Pacificado o Império, firmada a unidade nacional tratou D Pedro II de promover-lhe todos os progressos. Sustentou guerras externas vitoriosas.
Em 1865, os paraguaios invadiram o Rio Grande do Sul, apoderando-se de S. Borja, Itaquí e Uruguaiana, D Pedro II transportou-se em pessoa à província invadida; só regressando depois de libertado aquela parte do nosso território.
Por duas vezes visitou a Europa, conquistando a estima e admiração dos homens de ciência europeus, pela sua vasta ilustração.
Durante o seu longo reinado, demonstrou sempre o mais desvelado carinho pela instrução pública, aboliu o tráfico africano, inaugurou linhas férreas e telegráficas, abriu a navegação do Amazonas e declarou livre o ventre da mulher escrava.
Coração bondoso, prodigalizou sempre auxílios aos moços de talento e grande parte de sua dotação anual era gasta em esmolas e pensões a famílias pobres e de antigos servidores do Estado.
A sua prestigiosa figura inspirava simpatia e o mais profundo respeito.
Era um homem corpulento, rosto expressivo, barba comprida, de maneiras simples e carinhoso.
Era um estudioso e um erudito, falando vários idiomas.
Espírito liberal, assegurava ao povo absoluto direito de opinião, que se manifestava livremente na imprensa e na praça pública.
Deposto pelo movimento republicano de 1889, rejeitou uma pensão pecuniária que lhe quis dar o Governo Provisório, seguindo para a Europa, acompanhado de toda a família imperial.
O “Vapor Alagoas” chegou ao Tejo na manhã de 07 de dezembro de 1889, conduzindo os exilados, que eram: o Imperador, a Imperatriz, a princesa imperial, seu marido, o conde d’Eu, e os príncipes, seus filhos. Recebidos pelo rei D Carlos, que os foi buscar na galeota real, hospedaram-se no Hotel Bragança, onde permaneceram alguns dias.
De Lisboa, a família proscrita partiu para a cidade do Porto, onde faleceu a Imperatriz Dnª Teresa Cristina.
D Pedro II faleceu num modesto hotel de Paria, aos 05 de dezembro de 1889.



Comunicado da deposição do poder, recebido por D Pedro II
(15-11-1889 )

 DEPOISIÇÃO de D PEDRO II
15 de Novembro de 1889
Apesar de gozar de boa imagem entre a população, Pedro II foi deposto (mas de forma pacífica e sem nenhuma espécie de participação popular) no dia 15 de Novembro de 1889, através de um golpe militar do qual fez parte o Marechal Deodoro da Fonseca, que seria mais tarde o primeiro presidente republicano brasileiro.
Deixou o Brasil sem ressentimento, embora triste. Ao ser deposto e banido do País, formulou
«Ardentes Votos Por Sua Grandeza e Prosperidade».
O ex-imperador e sua família foram exilados e mudaram-se inicialmente para Portugal (onde assistiram às exéquias do rei Luís I, falecido aos 19 de Outubro de 1889, à cerimónia de aclamação de seu filho e herdeiro Carlos I, bem como à de baptismo do infante D. Manuel, Duque de Beja e segundo filho do monarca português, nascido exactamente no dia da sua deposição, e do qual viria a ser padrinho de baptizado) . . .  e a seguir para França.

CONSEQÜÊNCIA
Proclamação da
República dos Estados Unidos do Brasil
depois
República Federativa do Brasil


 Último retrato da Família Imperial Brasileira após a deposição
(1889)
 

 D Pedro II e Família no vapor Gironde rumo à Europa
(1889)


 Mausoléu da Família Imperial Brasileira
no
Átrio à direita da entrada da Catedral D Pedro de Alcântara - Petrópolis, RJ


 1º Palácio do Reino e Império Brasileiro
ou
Paço Real da Praça Quinze - Rio de Janeiro, RJ

Paço Real
Em 1808, com a chegada ao Rio da família real portuguesa, o edifício é promovido a Paço Real e usado como casa de despachos do Príncipe Regente (e depois Rei) D João VI. Nessa época o Paço sofreu obras de adaptação, tendo sido acrescentado um novo andar central à fachada voltada para a Baía da Guanabara. Os interiores foram redecorados e o Paço ganhou uma Sala do Trono, onde ocorria a tradicional cerimônia do Beija-mão. Também se construiu um passadiço ao vizinho Convento do Carmo, onde se instalou a Rainha Dnª Maria I.
Para a aclamação do rei D. João VI foi construída a "Varanda", um anexo monumental entre o Paço e o Convento do Carmo, onde se realizou a cerimônia. A mesma Varanda foi utilizada nas coroações de D Pedro I (1822-1831) e D Pedro II (1840-1889), sendo demolida ainda durante o Segundo Reinado.


Salão de recepções do Paço Imperial  da Praça Quinze


 Antigo trono do Paço Imperial da Praça Quinze




2º Palácio São Cristóvão
(Caindo aos pedaços)

O palácio no começo do séc. XX, quando foi casa da Câmara Federal

Prefácio: Pedimos a gentileza a Leandro Mairink, para publicar o artigo abaixo, produzido com a contribuição da professora Maria Luiza dos Santos. Seguindo a tendência bajulatória e celebratória da historiografia oficial e escolar, poucos brasileiros sabem o que de fato aconteceu em 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República – dizendo melhor, do Golpe Militar. Quanto aos assustadores e inacreditáveis fatos ocorridos nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 1889, é melhor se reportar ao livro Os Bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi, de celebrado historiador José Murilo de Carvalho.

A nós, do campo das artes e da cultura, vale ressaltar alguns fatos. Após a expulsão sumária da família imperial do território brasileiro, o governo republicano iniciou uma série absolutamente ilegal de leilões do patrimônio dos palácios imperiais com o intuito indisfarçável de fazer tabula rasa do período monárquico e apagar a memória da população. Tesouros inestimáveis que, numa mudança de regime deveriam pertencer ao povo, foram vendidos sem dó nem piedade, como as roupas da família imperial, o mobiliário dos palácios e tesouros históricos, como a bata que D. Pedro II usou em sua coroação e o uniforme que vestia quando foi declarada sua maioridade.

Nesse contexto publicamos o artigo abaixo, que mostra o descaso que o governo republicano e todos os regimes e administrações subseqüentes tiverem com o antigo palácio dos imperadores da única monarquia da América do Sul.


No dia 31 de outubro de 2009, a equipe do Escritório da Associação Causa Imperial no Rio de Janeiro fez uma visita ao Museu Nacional, para documentar o estado em que se encontra esse prédio histórico, que foi residência de D. João VI, de D. Pedro I e de D. Pedro II, até 1889.

O Palácio que abriga a maior instituição de Ciências Naturais da América Latina, assim como uma das mais importantes coleções de múmias do mundo, situa-se na Quinta da Boa Vista, no “Imperial Bairro de São Cristovão”, nome oficial reavivado pelo prefeito Cesar Maia.

Fotografando e analisando as instalações do Museu, verificou-se que além de totalmente descaracterizadas, não existem atrativos, e a má conservação não corresponde à sua importância histórica. O Museu é mal iluminado, com pouca segurança, infiltrações, cupins, e tantos outros problemas. As paredes e tetos de grande parte das salas eram decorados com afrescos, que hoje estão todos cobertos por 120 anos de “tintas” que tentam apagar nossa memória.

Apesar de tudo, foi possível fazer uma análise crítica e histórica do o palácio. O Jardim das Princesas, nome dado ao jardim no qual D.Leopoldina e D.Isabel - filhas de D.Pedro II - costumavam passar algum tempo do dia, possui um trabalho de mosaico com cacos de porcelana e conchas, possivelmente feitos pela Imperatriz D.Thereza Cristina, sendo cercado por grades que levam a Coroa Imperial junto à sigla P2º (Pedro II). Hoje o jardim se encontra totalmente abandonado e descaracterizado, e os trabalhos em mosaico estão se perdendo. Por dentro do palácio, que possui todas as suas janelas com sacadas, foi possível descobrir, entre as sacadas que dão vista para o Jardim das Princesas, uma que é única e possui características monumentais, duas colunas com larga circunferência além de um belo trabalho de estuque simbolizando os dragões dos Bragança, a coroa Imperial e novamente a sigla P II. Deduziu-se então que seria essa sacada um ponto de onde D.Pedro II observava suas filhas nos seus momentos de lazer no Jardim construído especialmente para elas.

No lance que segue abaixo do Jardim das Princesas, existem duas construções que parecem ser oratórios: um deles imita rochas e raízes de árvores que se fixaram nas paredes e o outro imita uma gruta com Estalactites. Essas duas construções ficam localizadas num ponto impressionante de onde é possível ver grande parte da Quinta da Boa Vista (a parte de cima, que é o Jardim das Princesas possui, uma espécie de píer). Concluiu-se que estes espaços seriam oratórios, pelo fato de seu formato lembrar um altar-mor e no seu interior existirem pequenas cavidades nas paredes onde poderia ser colocadas velas e ainda cavidades onde poderiam ser colocadas imagens.

Nos fundos do Palácio foi encontrado um túnel, cujo destino não é possível saber. Uma informação que não se encontra em livros é sobre o sistema sanitário da residência imperial. Na lateral oposta à do Jardim das Princesas, ainda existe a fossa utilizada na época, possuindo suas paredes lacradas e cerca de 4 metros de profundidade, além de estar localizada numa área que não possui rios ou lagos, evitando a contaminação fluvial e dos lençóis freáticos.

Existem ainda muitas outras partes do Museu que não são abertas à visitação, onde funcionam também os setores de graduação da UFRJ e que guardam relíquias da nossa história, das quais um exemplo curioso é uma sala do torreão esquerdo da fachada do palácio, que ainda possui vitrais riquíssimos da época de nossos imperadores, e que possivelmente foi uma capela.

As demais salas do palácio que ainda são abertas à visitação não possuem suas características originais preservadas, mas há alguns anos foi proposto um plano de restauração do Museu. O projeto foi iniciado e as pinturas originais descobertas, e por isso é possível ver alguns pequenos exemplos das mesmas, mas por falta de verba o plano foi paralisado. A sala da Imperatriz Thereza Cristina e seu oratório ainda possuem estuques e pinturas do teto originais e abrigam a coleção de múmias amazônicas. Já a sala do Trono e Sala dos Diplomatas são abertas para exposições temporárias e, mesmo em estado precário, ainda possuem as pinturas da época da coroação de D. Pedro II, pinturas de grande importância por serem em trompe-l’oeil gris (uma técnica de pintura que imita relevos) e ainda por utilizarem adesivos que ajudam na ilusão de que tudo ali é estuque, mas na verdade são pinturas 3D.

O visitante comum do Museu dificilmente repara nesses detalhes. Contudo, um pesquisador mais interessado poderia passar anos pesquisando a história do Palácio de São Cristovão e da Quinta da Boa Vista que iria descobrir coisas surpreendentes que acabaram ficando perdidas no tempo. Por essa razão, o escritório da Causa Imperial no Rio de Janeiro resolveu fazer esta visita ao atual Museu Nacional em memória ao Império do Brasil, findo há 120 anos, para que assim todos possam constatar quais os frutos estamos colhendo em conseqüência do golpe militar de 1889.

Imagens de Leandro Mairink


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Escadarias da Entrada Principal


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O sumidouro do Palácio impedia a liberação de mau cheiro e pragas no ar, tornando o local extremamente moderno em relação à higiene


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TÚNEL
Esse túnel por onde se pode ir do Palácio (Museu Nacional), até a casa da marquesa. É o túnel que D Pedro I usava para fugir pra casa da amante à noite. Deu até no jornal, conta dona Marilena Bacelar, aposentada e moradora de São Cristóvão desde que nasceu. Pelas praças da região, todos com mais de sessenta anos conhecem o túnel.
O problema é que poucos pesquisadores se debruçam sobre D Pedro I, revela a historiadora Regina Dantas, do Palácio (Museu Nacional). O que acontece é que as cozinhas eram em anexos por causa da questão de segurança, porque podia pegar fogo. Eram caminhos subterrâneos. Tanto no Paço quanto no solar há acessos subterrâneo para a cozinha, mas o boato se alastrou e acredita-se que tem um túnel ligando um ao outro, mas é uma lenda, conclui.


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Fachada do Palácio com a porta para o túnel


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Jardim das Princesas


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Gruta de Oração


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Oratório Imperal



 
2º Palácio São Cristóvão
(Restaurado)

História 

Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta, integrava uma fazenda dos Jesuítas nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem em 1759, a propriedade foi desmembrada, tendo passado à posse de particulares.

Quando da chegada da Família Real ao Brazil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta. 

Residência Real
Dada a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da Família Real, em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-regente D João Maria de Bragança, mais conhecido no Brasil como D João, que decidiu transformá-la na residência real. Este foi um belo golpe de estratégia de Elias pois sendo conhecido por ter a melhor casa do Rio e ao oferecer tal tesouro ao Príncipe-regente, foi recompensado com outra propriedade que, embora fosse mais simples em estrutura era bastante boa comparada com a possibilidade de não ter nenhuma caso não tivesse avançado tão habilidosamente. O Príncipe-regente sentiu-se muito honrado com o gesto e a quinta passaria a ser a sua morada permanente no Brasil.



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As folhas de ouro estão se desprendendo e oxidando 


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Teto da Sala do Trono
(Assemléia dos deuses olímpicos - 1860)


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Brasão da casa real portuguesa de Bragança. Sua presença ali indica que foi possivelmente produto de alguma reforma durante o período de D João VI



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Capela dos aposentos da última imperatriz, Dnª Thereza Christina


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Teto da sala dos diplomatas, mantido na maior ecuridão, para conservar os detalhes


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Janela pela qual D Pedro II mirava as filhas


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Teto dos aposentos da Imperatriz


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Uma das poucas salas com o estuco original 


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Sala do Trono do Palácio São Cristóvão
A Sala de Estado (como era chamada na época), era a mais importante do Palácio. Nela o Imperador recebia visitantes ilustres e diplomatas em recepções formais. O trono, os espelhos e os consoles vieram da antiga "Sala do Trono" do Paço de São Cristóvão. O Palácio Imperial de Petrópolis, por ser uma residência de veraneio e descanso, não possuía uma sala do trono.
Há dois jarrões de porcelana de Sèvres, de cada lado do trono, com pinturas representando as quatro estações; foram presente do presidente da França, Adolphe Thiers, ao imperador do Brasil. Sobre os consoles com espelhos altos, com as Armas do Império, há vasos de porcelana de Sèvres com os retratos de D Pedro II e Dnª Teresa Cristina



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Jardim das Princesas




3º Palácio de Petrópolis 1
  
História
As origens do palácio remontam à passagem do Imperador D Pedro I pela região da serra fluminense, a caminho das Minas Gerais. Hospedando-se na fazenda do Padre Correia, encantado com a paisagem e clima ameno, fez uma oferta para comprá-la. Com a recusa do proprietário, o Imperador adquiriu um outro lote de terra, a Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio de verão, plano que não chegou a concretizar.
Herdando a fazenda, seu filho Dom Pedro II levou adiante a idéia paterna, construindo um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obras que estavam embutidas em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção de toda uma cidade em seu entorno, Petrópolis, e previa ainda a colonização de toda a área, então quase desabitada. O projeto foi de Júlio Frederico Koeler, superintendente da Fazenda Imperial, e após sua morte foi continuado pelos arquitetos Joaquim Cândido Guilhobel e José Maria Jacinto Rebelo.
Com o advento da República, a propriedade, alugada pela Princesa Dnª Isabel, foi ocupada pelo Colégio Notre Dame de Sion, mais tarde dando lugar ao Colégio São Vicente de Paula. Um dos alunos do colégio, Alcindo de Azevedo Sodré, que mostrava grande interesse pela História, acalentou o sonho de ver o palácio transformado em museu, o que se realizou através de um decreto do Dr Getúlio Dorneles Vargas de 16 de março de 1943, criando o Museu Imperial e indicando como seu primeiro diretor o mesmo Alcindo Sodré.
Grande parte da decoração interna ainda se preserva, como os pisos em pedras nobres, os estuques, candelabros e mobília, reconstituindo os ambientes originais de quando o palácio era habitado. A instituição é o museu mais visitado no país.



3º Palácio de Petrópolis 2


Cama do casal de Imperadores Brasileiro


Detalhe da mesa de jantar do Palácio de Petrópolis


Lustre da Sala de Jantar


Relicário Imperial


 Relógio em mesa de márrmore


Sala da Música


Sala de Jantar


 Sala do Trono de D Pedro II
O trono, os espelhos e os consoles vieram da antiga "Sala do Trono" do Paço de São Cristóvão. O Palácio Imperial de Petrópolis, por ser uma residência de veraneio e descanso, não possuía uma sala do trono.  


 D Pedro Gastão
(1913-2007)
Ao lado do Trono de D Pedro II, seu bisavô 


Sala Dourada



Bandeira Imperial Brasileira


  Brasão dos Bragança
Família Imperial Brasileira


 1º Carro do Brazil-Reino


2º Carro - Brazil Império


3º Carro - Brazil Império


Dois mil réis



 Um mil réis


  Cem mil réis


Quinhentos mil réis


 Um conto de reis


Fazenda Imperial
1024 alqueires paulista
(29,15 quadras de campo ou 2.539,52 Ha)


 Palácio da Fazenda Imperial de Stª Cruz


 Dnª Isabel de Bragança e Bourbon
(1846-1921)
Princesa filha de D Pedro II



D Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança
Príncipe do Grão Pará
(1875-1940 )
Filho de Dnª Isabel


Suas Altezas Reais, príncipe e princesa D Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, Príncipe e Princesa do Grão Pará, com o príncipe D. Pedro Gastão (1913-2007), no colo de sua mãe, e a princesa Dnª Isabel de Orléans e Bragança (1911-2003)


 D Pedro Gastão de Orléans e Bragança
(1913-2007)
Filho de D Pedro de Alcântara



 D Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança 
(1878-1920)
Filho de Dnª Isabel



  D Pedro Henrique de Orléans e Bragança 
(1909-1982)
Filho de D Luíz Maria



  D Luiz de Orléans e Bragança 
(1938- . . . . )
Filho de D Pedro Henrique

Atual Chefe da Família Imperial do Brasil


Genelogia Iimperial








D Pedro Gastão era herdeiro de D Pedro de Orléans e Bragança, que abdicou ao trono do Brasil
 





DESTINO DA CORÔA DO BRASIL

Sendo solteiro, D Luiz de Orléans e Bragança o PRÍNCIPE DO BRASIL tem como herdeiro imediato nos seus direitos ao Trono, S.A.I.R. o Príncipe Imperial D Bertrand (*1941), esse por sua vez tendo como herdeiro a S.A.I.R. o Príncipe D Antonio (*1950), que casou-se em 1981 com S.A. a Princesa Christine de Ligne (*1955), da Família Principesca belga desse nome, e é pai de quatro filhos Dinastas: S.A.I.R.. o Príncipe D Pedro Luiz (*1983-2009), S.A.I.R.. o Príncipe D Rafael Antonio Maria (*1986), S.A.I.R.. a Princesa D. Amélia (*1984), e S.A.I.R.. a Princesa D. Maria Gabriela Fernanda (*1989).



 D Bertrand de Orléans e Bragança
(1941- . . . )
Filho de D Pedro Henrique


  D Antônio de Orléans e Bragança
(1950- . . . . )
Filho de D Bertrand de Orléans e Bragança



 D Pedro Luíz de Orléans e Bragança 

(1983-2009)
Filho de D Antônio de Orléans e Bragança 

 Acidente aéreo
O príncipe estava retornando para Luxembrurgo, onde morava, após visitar a família no Rio de Janeiro, quando desapareceu no acidente aéreo do vôo Air France 447, no dia 31 de maio de 2009.
Dias mais tarde, seu corpo foi recolhido do mar pela Marinha do Brasil e sua identidade confirmada pelo IML de Recife - Pernambuco.
Foi sepultado aos 06 de julho de 2009, no jazigo da família, no município de Vassouras - SP, onde também está sepultado seu avô, D Pedro Henrique de Orléans e Bragança, ex-chefe da Casa Imperial do Brasil.
Devido a sua morte, seu irmão D Rafael Antônio Maria de Orléans e Bragança - Príncipe do Brasil e Príncipe de Orléans e Bragança, o sucede na linhagem dinástica brasileira, visto este ser o quinto membro da linhagem imperial.



D Rafael Antonio Maria de Orléans e Bragança 
(1986- . . . . )
Filho de D Antônio de Orléans e Bragança  


FIM



NOTA:  Se você tem conta no "gmail" - eu gostaria de ter o seu comentário no espaço apropriado logo abaixo.
O autor



















9 comentários:

  1. MENSAGEM DE "EDUARDO NAZER" . . .
    Acolhendo um pedido do amigo, olhei as estampas da família imperial brasileira. Mas, com mil perdões, como um autêntico idealista Farrapo, preciso ser franco contigo, Otávio. Prefiria ver estampas dos nossos Heróis Farroupilhas, derrubando um a um, os caramurús... Pena que alguns vermes que se diziam farrapos, enfiaram o rabo entre as patas e se entregaram aos Imperiais, traindo seu povo, seus ideais e sua própria honra. Mas não tá morto quem peleia, um dia ainda pretendo ver meu povo livre dessa bandidagem que sufoca nosso amado RIO GRANDE. Desejo a todos vcs, meus prezadíssimos amigos, um fim de semana louco de especial... Chinchado quebra-costelas do amigo Názer

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  2. Amigo EDUARDO NAZER

    Agradeço a tua gentileza . . .

    Entretanto, te informo que se procurares no mês de setembro de 2011, encotrarás o tema EPOPÉIA FARROUPILHA e poderás saciar a tua sede.

    Abraços também cinchados até a rouxidão, Tchê !!!

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  3. Obrigado Maragato, por nos dar o privilégio do conhecimento. Seu apego a história e humildade em repartir conosco nos faz muito bem. Isso lhe torna também uma historia diferente das demais. Obrigado, grande abraço!

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  4. MARAGATO

    Amigo Paulo Roberto Loreto Moraes - Te agradeço pelas tuas bondosas palavras, as quais nos dão bastante satisfação e coragem para prosseguir no rumo da Cultura Brasileira, tchê.

    Abraços !!!

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  5. É... Pois é.... Depois da proclamação da república, parece que só tivemos presidentes saídos das mais altas escolas de hipocrisia e mediocridade.

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  6. Muito ilustrativo e muitos fatos que a maioria dos brasileiros não tem conhecimento. Parabéns!!!

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  7. Gostei muito, pena não ter tempo para relatar minhas observações, que não deve se preocupar pois seriam positivas e agradáveis.
    Abraço á todos.

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