terça-feira, 1 de março de 2011

MEMORIAL DO ARROZ


MEMORIAL  DO  ARROZ  -  Na primeira parte vislumbra-se fotos dos anais do I.R.G.A (Instituto Rio-Grandense do Arroz);  após, há um rico "memorial" sobre a história do arroz na querência de Cachoeira do Sul (RS)  e finalmente, desfilam diante dos olhos do espectador uma coletânea de fotos dos mais variados tipos de maquinária-agrícola das mais variadas marcas e de diversas épocas.


2011

Otávio Peixoto de Melo
 Maragato


PIONEIRISMO

O primeiro passo, para se projetar uma lavoura de arroz sempre foi a questão de ter água suficiente que se possa dispor de 17.424 metros cúbicos, para cada quadra semeada ou plantada.


AÇUDE
Constrói-se açudes e barragens, para captar e armazenar a indispensável água 


Taipa (maciço) da Barragem no arroio Capané - comprimento 2,4Km;  obra construída em 1946/49, pertencente ao I.R.G.A. e serve para irrigar até 7 mil hectares de arroz, no município de Cachoeira do Sul (RS)


CARTA  GERAL
Localização da cidade de
Cachoeira do Sul, RS

Localização da
Barragem no arroio Capané


NIVELAÇÃO
Procede-se os nivelamentos dos canais, condutos, marachas (taipas) e sistema de drenagem


ARAÇÃO
Nos primórdios da orizicultura não haviam tratores;  era na base da força bruta de bois-manso que tracionavam arados nº 9 - RUDSAK, SEM-RIVAL, PODEROSO, etc.


DISCAÇÃO
Usavam-se discos RANZOMES de 10 ou 12 folhas, para espatifar as leivas dos arados


ADUBAÇÃO
Não haviam adubadeiras e a adubação era manual


GRADEAÇÃO
Para tapar os grãos semeados, usaram-se grades de arrasto com 26 corações


SEMEAÇÃO
Para semaer, usaram-se carretinhas acopladas com semeadeiras e que também carregava a semente


PLANTAÇÃO
Depois, usou-se plantadeiras CASE de tração animal


AGUAÇÃO
Quando não havia açúde ou barragem, usavam-se bombas-centrifugas BINZ, nos mananciais naturais;  após, surgiram as MERNAK, as KERBER e as BARROS, acionadas por locomóveis LANZ ou MARSHALL.
À partir de 1912, fabricou-se em Cachoeira (do Sul), os locomóveis MERNAK, KERBER  e  BARROS


CALHA 
Para transpor canhadas, construíam-se calhas de tábuas ou de metal


CANAIS 
Os canais conduziam a água até as lavouras onde se desenvolviam os arrozais

CALHA
O despejo de uma calha era em conduto ou canal


ARROZAL
Lavoura


Detalhe  1


Detalhe  2


CACHO  DE  ARROZ 
Panículas (espigas) de arroz maduro


CASE
O 1º Trator à vapor fabricado no mundo
foi em 1905, pelo norte-americano
Jerome Increase CASE
(1819-1891)


ORELHANO 
O 1º Trator de motor à explosão, fabricado no mundo, foi em 1908

 FORD
Henry Ford
(1863-1947)
(Norte-americano operando o seu 1º trator)


 FORD
O 1º Trator FORD, foi em 1909


Henry FORD se associou com SON Sales
e fundaram a
Henry Ford e Son, 
quando passaram a fabricar o trator FORDSON, em 1917
FORDSON - 1917
(1ª série - branco)


FORDSON - 1925
(2ª série - verde)


FORDSON - 1936
(3ª série - azul)


FORDSON - 1945
(4ª série - mais leve)


INTERNATIONAL - 1940


INTERNATIONAL  W3 - 1945

OLIVER - 1945


CASE - 1919
(1ª série - branco)


CASE  LA - 1942
(Daí em diante, adotaram essa côr padrão)


CASE  LB - 1945


ALLIS-CHALMERS  Pioneiro 1


ALLIS-CHALMERS  Pioneiro 2


COLHEITA
Um trator CASE puxando um locomóvel LANZ, 
para acionar uma trilhadeira CASE - 800 scs. diários


ARROZ  DE  MEDA
O arroz era cortado à foice manual, emedado para curar na meda e depois transportado em carretas ou carroções até a trilhadeira


TRILHADEIRA 
Uma trilhadeira CASE, em plena trilha


ESTRADOS  ou  TABULEIROS
Eram construídos estrados (ou tabuleiros) com as tábuas das calhas ou novas, onde secava-se o arroz ao sol




S U M Á R I O
ARROZ - Descrição histórica e científica ............................. 2
ARROZ - O pioneirismo na região ...................................... 6
Passado e presente .......................................................... 7
Pré-nome de “Orizicultores Históricos”................................ 9
Pré-nome de “Orizicultores Tradicionais”............................. 9
Pré-nome de “Empreendedores Orizícolas”........................ 12
Denominação de “Indústrias Orizícolas” ............................ 13
Nome de 24 “Orizicultores Históricos”................................ 14
Nome de 120 “Orizicultores Tradicionais”........................... 14
Nome de 48 “Empreendedores Orizícolas”......................... 17
ARROZ - Um alimento nobre e saudável ........................... 18
ARROZ - Culinária gaúcha ............................................... 19
Lenda do ARROZ ............................................................. 21
Exposição permanente (projeto) ....................................... 22
Maquetes de lavouras orizícolas (projeto) .......................... 23
Locações (futuras) ........................................................... 24


CRITÉRIOS  DO  TAMANHO  DE LAVOURA
Micro     = até             9 qq;
Pequena = entre 10 e 49 qq;
Média    = entre 50 e 99 qq;
Grande  = acima de 100 qq.

Uma quadra (qq) = 1ha 7.424m²
Arremate .......................................................................... 25



Direitos autorais reservados - Proibida a reprodução deste trabalho




A R R O Z


Descrição histórica

No idioma sânscrito, ARROZ é chamado de Ruzz ou, de Arazz > que é o radical latino registrado por “Lineu Oryza Sativa”.

Como veremos, o arroz era conhecido desde os tempos mais remotos;  sua cultura propagou-se com excepcional rapidez, do Oriente ao Ocidente e por toda parte, agora, é apreciado seu alto valor nutritivo e com muita propriedade, passou a ser chamado “o tesouro dos pântanos” > assim adjetivada no Piemonte, no Vênito e na Emília (Itália), podendo ser considerado uma pérola gastronômica de inestimável valor, como disse um escritor italiano.

Já comeu seu arroz? > uma fórmula de saudação chinesa.

Come em paz teu arroz! > assim diz um provérbio chinês.

As primeiras lavouras deste cereal datam da primitiva ocupação do Brazil pelos Portugueses, que o trouxeram das ilhas do Cabo Verde.

No Brazil (na região norte), as primeiras variedades cultivadas, foram: Agulha, Barbado (com barba, ou pragana), Carolina, Iguape, Moçambique e Pachola; na região leste brasileira, foi: Catete e Dourado.

No Rio Grande do Sul, foram: Agulha, Barbado (Farroupilha), Carolina (Blue-Rose), Japonesa, Mazurca, Originária e Raugino; hoje, destacam-se as variedades IRGA > já aclimatadas e produtivas.

O arroz, após sua colheita, é submetido à limpeza e depois, à ação do ar quente, para secar até 14º C aproximadamente, de acordo com métodos modernos; depois, vem o descascamento e o polimento > operações conhecidas como BENEFICIAMENTO.

Em 1942, o Brasil produziu 42 milhões de sacas e de lá pra cá, notável tem sido o desenvolvimento da lavoura arrozeira.

FONTES: Enciclopédia Trópico - 1971 > Prof. Jacob Penteado e Fernando B. Martins





Descrição científica



Nome comum de cerca de 20 espécies de ervas da família das gramíneas, pertencentes ao gênero Oryza, e oriundas das zonas quentes da Índia e da China, salvo 3 espécies, nativas das zonas tropicais da América e usadas como alimento pelos indígenas.

Cultivado já por volta de 3000 anos a. C. pelos chineses, constitui, hoje, um dos 3 cereais mais cultivados no mundo inteiro, inclusive no Brasil e, é de largo uso na alimentação humana, tendo-se centenas de variedades.



ESPÉCIE

A espécie principal é Oryza sativa, erva anual ereta, robusta, que alcança entre um e dois metros de altura. Apresenta folhas largas, de cerca de um metro de comprimento, auriculadas na base e ciliadas nas margens, ásperas e rígidas, com lígula comprida, multi-nervada, e ápice prolongado em ponta.

A inflorescência forma uma panícula (espiga) terminal de 20 a 30 centímetros de comprimento, composta de numerosas espiguilhas, geralmente uniformes.

As flores individuais são hermafroditas, longipecioladas e formadas de duas pequenas glumas (cascas), uma inferior e outra superior, às quais seguem duas minúsculas glumas rudimentares e duas grandes páleas (espécie de cálice das glumas) naviculares, brevipecioladas e muito silicosas, sendo a superior provida de uma aresta comprida; com exceção dos 6 estames (órgãos masculinos da flor), são do tipo normal das flores das gramíneas.

O fruto é uma cariopse coriácea, glabra ou pubescente, com uma única semente, intimamente concrescida com o tênue pericarpo; a semente pode ser branca, transparente, amarela, vermelha ou preta, conforme a ausência ou presença de amido e de matérias azotadas.

O valor nutritivo do arroz será tanto menor, quanto mais polido for, pois lhe faltam então as camadas que contém as substâncias albuminosas e as vitaminas, cuja presença evita o terrível beribéri (enfermidade que se manifesta pelo desgoverno e depois paralisia das pernas, em certas regiões tropicais).

Conforme a constituição interna da semente, distingue-se a variedade utilíssima, rica em amido, e a variedade glutinosa, rica em amilodextrina; esta última é mais nutritiva que a primeira.



AGRÍCOLA

O arroz é próprio dos climas quentes, exige muita água e solos ricos. Distingue-se, porém, no cultivo, duas variedades: O arroz palustre (cultivado em terrenos permanentemente irrigados) e o arroz de montanha (que se contenta com terras humíferas, com chuvas abundantes, sendo cultivado em terraços nas encostas de montanhas e exigindo numerosa mão de obra).

O sabor do arroz de montanha é melhor, mas a sua colheita não é tão lucrativa quanto à do outro.



ECONOMIA

O homem fez uso do arroz desde tempos remotos. Notícias se têm de seu emprego como alimento há mais de 5000 anos. Na China, figura o arroz em antigas lendas e festivais de que participava o próprio Imperador, que no ano 2800 a. C. inaugurava em pessoa a época da semeadura, num ritual comemorativo que atesta a sua importância na alimentação da grande nação asiática, ainda hoje a maior produtora mundial da gramínea.

Na Europa a rizicultura é mais recente; os árabes a difundiram na Península Ibérica, e a Itália, há séculos, implantou a cultura do arroz em planícies irrigadas, organizando granjas e canais que foram modelos para moderna rizicultura do Ocidente.

Nos Estados Unidos, hoje o segundo país produtor de arroz nas Américas, ele foi introduzido no século XVIII. Em 1677, distribuíam-se sementes, expandindo-se logo, nos estados do sul, a cultura irrigada, pouco freqüente no Brasil, onde 80% da produção provém dos cultivos de sequeiro, beneficiados somente com a água das chuvas.

No Brasil, o cultivo teve seu começo já no século do descobrimento, pois que há notícias de ter sido cultivado em 1550, na Capitania de São Vicente (estado de São Paulo), ano em que seu preço era de 50 réis o alqueire (13,8 litros). Disseminou-se a cultura por todo o país, à medida que avançava a colonização. No norte alcançou-se grande desenvolvimento em meados do século XVIII, com sementes importadas da Carolina do Sul (EE. UU.), multiplicando-se os engenhos descascadores.

O português Gabriel Soares de Souza, viajante e cronista, ficou encantado com a terra brasileira. E dentre as muitas coisas que ele louvou em seu Tratado Descritivo do Brasil (obra escrita em 1587) - figura o ARROZ.

Impressionou-o a facilidade com que o cereal no solo da colônia, nos campos da Bahia.



No Rio Grande do Sul (uma das últimas regiões a receber os benefícios dessa valiosa planta), há menção de arroz colhido em 1858, sendo provável que tenha a cultura principiada (embora como atividade caseira), pelos primeiros imigrantes alemães instalados na Colônia Stº. Ângelo (hoje Agudo), quando pertencia à Vila Nova de São João da Cachoeira.

Somente em 1904, é que surgiu a moderna rizicultura com irrigação mecânica, iniciada nas proximidades da cidade de Pelotas (Pedro Osório foi o pioneiro), onde os irmãos Lang foram os primeiros a instalar bombas centrífugas movidas por máquinas a vapor (locomóveis), para irrigação de sua lavoura; era um pioneirismo, mas 20 anos mais tarde, o Rio Grande do Sul passava a exportar arroz, para o exterior.

O Brasil tornou-se o segundo país exportador de arroz nas Américas, ocupando os Estados Unidos o primeiro lugar.



PRODUÇÃO MUNDIAL

A colheita mundial de arroz, em 1966, foi de aproximadamente 256 milhões de toneladas métricas, total em grão com casca, que assim se distribuiu, segundo os continentes:

Ásia ...................................................... 234.052.000 t

América do Sul ......................................... 8.918.000 t

África ....................................................... 5.800.000 t

América do Norte e Central ...................... 4.800.000 t

Europa ..................................................... 2.216.000 t

Oceania .................................................... 200.000 t



Os números acima, divulgados pela FAO, mostram que a Ásia colhe 92% do arroz produzido no globo, o qual vem aumentando anualmente a produção desse cereal, pois que passou de 167 milhões de toneladas, colhidas no qüinqüênio 1948 / 52, para os 256 milhões de 1966. Um aumento em 15 anos, de 53%. Nos mesmos 15 anos, a população humana mundial elevou-se de 2,5 para 3,4 bilhões de pessoas, isto é, teve um aumento de cerca de 37%, bem menor, pois, que o de 53% verificado no arroz colhido, o que revela estar a rizicultura em crescente ascensão; cada ano que passa, a humanidade procura e valoriza o arroz como alimento.

Na Ásia estão os países maiores produtores, destacando-se a China Continental, o maior produtor mundial, com 88 milhões de toneladas. Segue-se-lhe a Índia com 45,6 e, o Japão com 16,5 milhões de toneladas. O Paquistão com 16,4 e, a Indonésia com 14,1 milhões de toneladas, figuram em 4º e 5º lugares asiáticos. A Tailândia fica em 6º com 11,8 milhões de toneladas, embora no comércio mundial seja o primeiro em volume de vendas.

Na América do Sul, a segunda região maior produtora do globo, com quase 9 milhões de toneladas, os principais países produtores de arroz, é: o Brasil com 5.802.000 t; a Colômbia que no mesmo ano colheu 621.000 t; o Peru com 360.000 t; a Guiana Inglesa com 294.000 t; a Venezuela com 210.000 t; o Equador com 185.000 t; a Argentina com 165.000 t; e o Uruguai com 116.000 t.

Na América do Norte e Central, destacam-se os EE. UU. com 3.858.000 t; o México com 304.000 t; e o Panamá com 140.000 t.

Na África, o Egito (RAU) é o principal produtor com 2.000.000 t, seguindo-se Madagascar com 1.418.000 t; a Serra Leoa com 340.000 t; e a Guiné com 300.000 t.

Na Europa, a Itália é o primeiro produtor com 621.000 t; vindo depois a Espanha com 375.000 t; Portugal com 154.000 t; e a França com 100.000 t.

Na Oceania, a Austrália com 185.000 t é o único produtor de importância. Os dados acima são de 1966, segundo a FAO - único e tão completo estudo até agora publicado.



PRODUÇÃO E REDIMENTO NO BRASIL

Em 1967, foram semeados 4.291.147 hectares, que produziram 6.791.990 t de arroz com casca. Naquele ano destacaram-se como principais Estados produtores: o Rio Grande do Sul com 1.281.103 t; seguido por Goiás com 1.165.440 t; São Paulo com 1.077.168 t; e Minas Gerais com 974.981 t.

O rendimento médio por hectare, para o Brasil, foi de 1.580 kg, média baixa e inferior ao rendimento unitário mundial, que é de 2.000 kg por hectare. Entre os Estados, o Rio Grande do Sul é que apresentou melhor rendimento, colhendo acima de 3.000 kg por hectare (em 1967, colheu 3.280 kg por hectare). Os demais Estados não alcançam 2.000 kg por hectare.



RENDIMENTO POR HECTARE

O arroz é capaz de apresentar elevados rendimentos por hectare cultivado. Em ótimas condições culturais, o arrozal irrigado alcançará 10.000 kg de arroz com casca por hectare, caindo, porém, o rendimento para 1.000 kg, quando há insuficiência de água, aliada a outros fatores adversos, como terra fraca, inços e moléstias. E, por serem muito freqüentes e gerais essas condições adversas, é que o rendimento médio mundial ainda é muito baixo.

A FAO encontrou a média mundial de somente 2.000 kg nos 126 milhões de hectares cultivados no mundo, em 1966. Essa fraca média melhora em algumas regiões, como se vê a seguir: Europa, 4.530 kg; América do Norte e Central, 4.850 kg; América do Sul, 1.710 kg; África, 1.350 kg; e Oceania, 5.880 kg.

O alto rendimento da Oceania deve-se à Austrália, onde uma rizicultura moderna e racional registrou 6.970kg de média unitária, em 1966.

Na Europa a melhor média, entre os primeiros produtores, é 6.360 kg, conseguida pela Espanha. Os EE. UU. obtém 4.850 kg, enquanto que na América do Sul, o Peru registrou em 1966, a melhor média com 4.200 kg.

Na Ásia, o Japão tem o melhor rendimento unitário com 5.090 kg.



COMÉRCIO

Em 1966, o comércio mundial de arroz acusou uma exportação total de 7.240.200 t em termos de arroz descascado; o continente asiático é, naturalmente, o maior exportador, com 4,6 milhões de toneladas, destacando-se a Tailândia com 1.509.500 t; a China Continental com 1.114.300 t; e a Birmânia com 1.100.000 t, entre os principais países exportadores.

No continente americano, os EE. UU. é o mais forte vendedor com 1.352.300 t, ficando o Brasil em segundo com 289.200 t.

O valor total das 7,2 milhões de toneladas comercializados em 1966 foi de 1.022 milhões de dólares, o que registra a média de US$ 142,00 por tonelada.

As 1.352.300 t vendidas pelos EE. UU. tiveram o valor de U$ 229.600.000,00, o que dá um valor médio de 169 dólares a tonelada; no mesmo ano, as 239.000 t vendidas pelo Brasil, renderam 116 dólares.

Quanto às importações, todos os continentes importam arroz descascado, para alimento humano, sobressaindo-se a Ásia com 4.849.200 t; e a Europa em 2º lugar com 1.007.300 t.

Os maiores compradores mundiais são: o Japão com 811.800 t; a Índia com 765.600 t; e o Ceilão com 693.200 t.

Na Europa, a Alemanha Ocidental com 188.100 t é o principal comprador. Nas Américas cabe a Cuba com 250.000 t, a posição de maior importador.

Na África, em 1966, foram 47 países que tiveram de importar arroz, liderados pelo Senegal com 159.200 t.


FONTE: Enciclopédia Brasileira Globo - 1975 > Álvaro Magalhães



ARROZ


O pioneirismo na região

Em 1857 (16 novembro), no porto do Cerro Chato, da Vila Nova de São João da Cachoeira, que 119 colonos alemães desembarcaram e dali seguiram por terra, a pé, a cavalo, em carroças e carretas, chegando na Colônia Santo Ângelo (hoje, Agudo); aqueles pioneiros, amparados pela Lei Provincial de 30-11-1855, sabiam que por aqui as coisas eram difíceis, por isso trouxeram semente de quase tudo, entre as quais veio o ARROZ, para alimentação e mingau para crianças.

Depois, vieram-se outros grupos, mas só em 1866, foi possível unir os imigrantes alemães evangélicos, através dos líderes e convencê-los da necessidade de criar uma Comunidade; então, o Barão Von Kahlden os elucidou, escrevendo: Cachoeira é uma cidade bem construída e afável, que conta com 3.000 habitantes; entretanto, lá residiam somente nove famílias de origem germânica (2 comerciantes, 2 sapateiros, 1 relojoeiro, 1 seleiro, 1 fotógrafo e 1 pedreiro).

No decorrer dos anos, o número de famílias germânicas aumentou consideravelmente; aos 07 de julho de 1869, chegaram na Colônia Santo Ângelo (hoje, Agudo), os irmãos Theodor, Albert e Franz Beeskow, dentre outros. Algumas famílias trocaram o trabalho agreste, pelo exercício de uma profissão aprendida na velha pátria.

Franz Wilhelm Beeskow estabeleceu-se em Agudo (e micro região); Theodor Beeskow estabeleceu-se em Santa Cruz (e micro região); Albert J. Beeskow estabeleceu-se em Cerro Branco (e micro região). O trabalho era penoso e árduo.

Em Cerro Branco, Albert J. Beeskow e Emma Mathild Tetzllaff tiveram dentre sua prole, os filhos Alberto Beskow, Guilherme F. Beskow, Ricardo G. Beskow e Albino Beskow; Alberto estabeleceu casa de comercio, enviuvou e casou-se em segundas núpcias com Berta Luiza Wrasse - Guilherme era marceneiro e casou-se com Frieda A. H. B. Pohl - Ricardo também era marceneiro e casou-se com Luiza A. Pohl - Albino era ferreiro e casou-se com Elisabeth Kettermann Wolff > estes três últimos, instalaram alí uma abalizada marcenaria, onde fabricavam móveis, carrinhos-de-mão e carroças.

Cabe esclarecer que os Beeskow - com dois “e” > são os nascidos na Europa; e, com um “e” > são os nascidos aqui no Rio Grande do Sul.

Eles fabricavam aqueles modestos trastes e elas pintavam; estes três irmãos eram mui unidos, ganharam bons trocados, economizaram e por volta de 1910, resolveram dedicar-se ao cultivo do arroz irrigado > inicialmente, com águas do arroio Bonito (em Cerro Branco); depois, nas várzeas do arroio Botucaraí e nas várzeas do rio Jacuhy (Salso, Porteira Sete e Ilha do Caroço), em Cachoeira do Sul > foi quando terminaram a sociedade.

Guilherme estabeleceu forte comércio na rua Júlio de Castilhos, em Cachoeira; Ricardo adquiriu propriedades arrozeiras no Salso e no Botucaraí, já referidos; Albino estabeleceu uma forte arrozeira no município de Cacequí, onde foi mal sucedido, regressou à Cachoeira, estabelecendo-se nas várzeas do rio Jacuhy (Seringa, Boa Vista) e finalmente flagelou nas várzeas do arroio Piquirí (campos dos Ferreira).



PASSADO E PRESENTE


No início, todo o serviço era feito na força humana com instrumentos grotescos; depois, passou-se a usar a força de animais com instrumentos rudimentares.

O tempo avançou, chegando a força de locomóveis que acionavam bombas centrífugas e trilhadeiras, tudo importado.

Em 1906, foi implantada pela firma Franke, Krieger & Cia. a primeira irrigação mecânica em arrozais, na região central do Rio Grande do Sul (costa oriental do Arroio Santa Bárbara, município de Cachoeira).

Em 1912 (02 de agosto) - Fundação da oficina mecânica Otto Mernak > depois, Mernak S. A - pioneira na fabricação de locomóveis, na América Latina (também, fabricante de bombas centrífugas, bombas helicoidais e comportas para açude).

Em 1919 - Fundação da oficina Oscar Thimmig & Irmão > depois, em 19-02-1947 Fundição Barros Ltda. (fabricante de locomóveis, bombas centrífugas e comportas para açude) > sucedida pela Fundição Jacuí S.A..

Em 1920, passou-se a usar a força de tratores agrícolas importados.

O “Sindicato Arrozeiro do Rio Grande do Sul” fundado em 1926 e oficializado aos 20 de junho de 1940, pelo Decreto Nº 20, em Porto Alegre (RS), sob a denominação de Instituto Rio-Grandense do Arroz – IRGA, autarquia subordinada à “Secretaria da Agricultura e Abastecimento” (SAA), do RGS; bem mais tarde, para incentivar a cultura do arroz, o IRGA instituiu os troféus Homem do Arroz e Cientista do Arroz. O governo do RGS também criou a Câmara Setorial do Arroz.

Em 1928 (12 setembro) - Fundação da indústria Carlos Kerber > depois, Kerber & Cia. Ltda. (fábrica de machinas locomóveis, bombas centrífugas, bombas axiais, trilhadeiras e hidrantes).

Em 1934 (10 de dezembro) - O sr. Reinaldo Roesch fundou em Cachoeira (RS) > o Sindicato dos Industriais Beneficiadores de Arroz > depois, transferido para Porto Alegre (RS), sob a denominação de > Sindicato das Indústrias do Arroz do RGS.

Em 1939 (19 de dezembro) - Foi fundada na querência de Cachoeira (RS) > a União Central dos Rizicultores – UCR, entidade que congrega os orizicultores, da região central do RGS; (idealizadora da Festa do Arroz de 1941).

Em 1940 (07 de março) - Em Cachoeira, ocorreu a abertura do 1º Congresso Estadual de Rizicultores.

Em 1943 (28 de março) - Foi instalada na querência de Cachoeira (RS) > uma filial do Instituto Rio-grandense do Arroz – IRGA, com escritório comercial e de assistência técnica, fazendo a aquisição do Engenho Central e, posteriormente, do Engenho Willy Tesch.

Na década de “quarenta” ocorreram os anos doirados da orizicultura cachoeirense e incentivou-se a construção de açudes; no período 1946-1949, o IRGA construiu (e administra) a Barragem do Capané (que, com a cota de 9,5 metros tem capacidade para irrigar 5.000 ha de arroz, porém, com a cota de 10 metros sua capacidade amplia-se para 7.000 ha). Sua profundidade máxima é de 12 metros, quando pode armazenar 107 milhôes de metros cúbicos de água.

Na década de “cinqüenta” Cachoeira do Sul passou a fabricar trilhadeiras; e importou-se colheitadeiras automotrizes.

Em 1953 (05 de agosto ) - Foi fundada na cidade de Porto Alegre (RS) > a Federação das Cooperativas de Arroz do RGS Ltda. - FEARROZ.

Em 1968 (01 de junho) - Realizou-se o 1º Congresso Nacional do Arroz, em Cachoeira do Sul (RS).

Na segunda metade do século XX, Cachoeira passou a fabricar modestos implementos Cabral; avançados equipamentos Jacuí e Hertz; e ainda, sofisticados equipamentos Horbach (secadores de grãos com acessórios e silos metálicos).

Também, nesse período, iniciou-se a exploração das jazidas de calcita, nas fraldas dos arroios Irapuá e Piquirí > pelas mineradoras: Araújo, Bacchin Lewis/Patel, Bortoluzzi, Paim/Fecotrigo, Pelzer e Simões; em Cachoeira, foram instaladas três fábricas de calcário moído > Bacchin Lewis (2) e Pelzer (1), para corrigir a acidez do solo, melhorando a produção de arroz em até 25%.

Ainda nesse período, no Brasil foram implantadas fábricas de tratores agrícolas e de colheitadeiras automotrizes - para estas, vem contribuindo a indústria cachoeirense Franceschi, fabricante de importantes componentes.

No Rio Grande do Sul, hoje as bombas são acionadas por motores diesel e elétricos, tendo-se uma moderna frota de tratores e colheitadeiras que até podem ser controlados remotamente por computadores.

Em 1989 (05 de setembro) - O Dr. Gilberto Scopel de Morais fundou na querência de Cachoeira do Sul > a Federação das Associações de Arrozeiros do RGS – FEDERARROZ, confederação das Uniões de Rizicultores, do RGS > depois, transferida para Porto Alegre (RS)

Em Cachoeira do Sul, cultiva-se uma área de aproximadamente 40.000 ha com arroz irrigado do tipo palustre, semeado em lavouras mensuradas com GPS – “Geografic Position System” (Sistema de Posicionamento Geográfico), planificadas com o auxílio do “Laserplane” > cuja produção flutua em torno de 240.000 t., motivando 48 empreendedores a instalarem 23 engenhos, também arrolados neste trabalho de pesquisa.

Para realçar esse fabuloso progresso, aos 09 de março de 1941 foi inaugurada a Festa do Arroz, na querência de Cachoeira (RS), então, conhecida como Princesa do Jacuí; mais tarde, essa “Festa” foi transformada em “Feira” e em 1968 realizou-se a II Feira Nacional do Arroz - FENARROZ, que depois, seguiram-se de quatro em quatro anos: 1972 a III, 1976 a IV, 1980 a V, 1984 a VI, 1988 a VII, 1992 a VIII, até 1996 com a IX, quando o intervalo foi reduzido para dois anos, vindo em 1998 a X, 2000 a XI, 2002 a XII, 2004 a XIII e 2006 a XIV.

O título exponencial de Capital Nacional do Arroz que Cachoeira do Sul ostenta, é por ter sido o primeiro município a cultivar arroz em grande escala no Brasil.



PIONEIRISMO NA CULTURA DO ARROZ

Brasil: Rio Grande do Sul:

Capitania de São Vicente > SP - 1550 Agudo (irrigação natural) - 1858

Capitania de Ilhéus > BA - 1587 Pelotas (irrigação mecânica) - 1904

Prov. S. Pedro do R. Grande > RS - 1858 Cachoeira (irrigação mecânica) - 1906



MAIORES PRODUTORES DE ARROZ - Estatística - 2004 / 05

Rio Grande do Sul > 1.049.600 ha - 6.205.200 t - (5.912 Kg / ha) - CONAB

Mato Grosso > 776.900 ha - 2.043.200 t - (2.630 Kg / ha) - CONAB

Maranhão > 528.100 ha - 707.700 t - (1.340 Kg / ha) - CONAB

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Stª Vitória do Palmar – RS > 75.000 ha - 412.500 t - (5.500 Kg / ha) - IRGA

Uruguaiana – RS > 65.114 ha - 403.212 t - (6.991 Kg / ha) - IRGA

Cachoeira – RS > 39.554 ha - 247.462 t - (6.122 Kg / ha) - IRGA



LAVOURA GAÚCHA DO ARROZ IRRIGADO - Estatística do IRGA - 2006

Produtores entrevistados > 11.960

32,5% cultivam arroz a mais de 30 anos

53% das lavouras possuem menos de 50 ha



Pré-nome de “Orizicultores Históricos
- (Grandes e médios)


01 - Arnoldo Paulo Fürstenau
02 - Augusto Carlos Schmidt
03 - Carlos Bernardo Hentschke
04 - Edwino Bessow
05 - Ernesto Barros
06 - Ernesto Pertil
07 - Ewaldo Weber
08 - Floriano Brandão Leitão
09 - Gabriel Leal
10 - Gaspar Barreto (pioneiro auxiliado por Lotário de Vasconcelos, em 1892)
11 - Guilherme Francisco Beskow
12 - Gustavo Müller
13 - Ignácio Trindade dos Santos
14 - João Castagnino > Domingos > Júlio
15 - João Jorge Krieger (1887)
16 - Jorge Franke & João Jorge Krieger (pioneiros na irrigação mecânica, em 1906)
17 - José Joaquim de Carvalho (fundador da Coop. Rizícola Cachoeirense Ltda., em 1945)
18 - Júlio Castagnino
19 - Leopoldo Diefenbach
20 - Leopoldo Schmidt
21 - Marcelino Gonçalves da Fonseca (em 1894)
22 - Oscar Casimiro
23 - Oswaldo Wollmann e Ricardo Wollmann
24 - Reinoldo Preussler
25 - Ricardo G. Beskow e Albino Beskow


Pré-nome de “Orizicultores Tradicionais”
(Grandes e médios)

01 - Alberto G. Block
02 - Alcides Cassol
03 - Almedorino Ouriques
04 - Alvise Álves de Mello
05 - Anísio Carvalho
06 - Antônio Ferreira de Mello
07 - Antônio Lima
08 - Antônio Pereira dos Santos
09 - Antônio Preussler
10 - Antônio Ricardo de Sousa Cavalheiro
11 - Antônio Soares de Carvalho
12 - Arceu de Moura Pereira
13 - Ari R. Höerbe
14 - Arlindo Höerbe
15 - Arlindo F. Kelling
16 - Armando Alves
17 - Armando Lara
18 - Arnoldo Raddatz
19 - Arno Pohl
20 - Arno Rohde
21 - Arno Wollmann
22 - Artêmio Cassol
23 - Assis Gonzaga
24 - Beno Alberto Beskow
25 - Benvenuto Cassol
26 - Bertholdo Beskow
27 - Bruno Walter Diefenbach
28 - Carlos Alberto Beskow
29 - Carlos Juarez Castagnino
30 - Carlos Prates da Motta
31 - Carlos Roberto Beskow
32 - Carlos Trojhan
33 - Clodomiro Gomes Lisboa
34 - Cyro Pedroso dos Santos e Irajá Pedroso dos Santos
35 - Danilo Schmidt
36 - Darci Mielkzarski
37 - Dari Oliveira
38 - Derly Loureiro Trindade
39 - Dirceu Fortes Cavalheiro
40 - Domingos José Castagnino
41 - Dorival Bittencourt Severo
42 - Dorvaldo Schmidt
43 - Edegar Fortes Cavalheiro
44 - Edi Höerbe
45 - Edwino Höerbe
46 - Egbert Höerbe
47 - Egon Walter - Atualmente (2011), é o maior orizicultor de Cachoeira do Sul (RS)
48 - Eldemar E. Wollmann
49 - Enídio Vogel
50 - Ênio Prade
51 - Francisco de Assis Gazzaneo
52 - Fredolino Kettermann
53 - Gaspar Beskow
54 - Geraldo Schmidt
55 - Geraldo Trindade Barreto
56 - Gerd Vogel
57 - Geny Loureiro Trindade
58 - Gilberto Freitag
59 - Gilberto Scopel de Morais
60 - Guilherme Scheffel
61 - Helio Gonzaga
62 - Henrique Bessow
63 - Honorino Lima
64 - Ingo Scheidt
65 - Ivo Correia
66 - Ivo Schmidt
67 - Ivo Tomé
68 - Ivo Wollmann
69 - João Bessow
70 - José Bicharra Amim
71 - João Paulo Antoniazzi de Moraes
72 - João Teófilo de Marsillac
73 - José Carlos Barbosa Florence
74 - José Cruz da Silva
75 - José Romão Fortes Cavalheiro
76 - Juarez Peixoto
77 - Jurandy Soares de Moraes
78 - Leonardo Böeck
79 - Lothario Beskow
80 - Lourenço Beskow
81 - Lourenço Edwino Scheffel
82 - Luís Carlos Motta Lima
83 - Luiz Roberto Walter
84 - Mário Prates da Motta
85 - Nelson A. S. Castro
86 - Nelson Paulo Fürstenau
87 - Ney José Pedroso dos Santos
88 - Nilson Siqueira
89 - Orcácio Alves
90 - Orlando Rohde
91 - Oscar Müller
92 - Otávio Peixoto de Melo
93 - Paulo Darci Castagnino
94 - Paulo Sérgio Walter
95 - Paulo Tollens
96 - Paulo V. H. Panta
97 - Pedro Ildo Domingues Fortes
98 - Piá Cassol
99 - Ramiro Correia
100 - Ramiro Gonzaga
101 - Ramiro Leal dos Santos
102 - Raul Prates
103 - Reinoldo Hübner
104 - Roberto Beskow
105 - Romeu Wacholtz
106 - Romildo Kurtz
107 - Said Bicharra Amim
108 - Santo Antônio Corrêa Alves
109 - Sérgio Juarez Castagnino
110 - Sérgio Sousa Cavalheiro
111 - Telmo A. Wollmann
112 - Ubirajara Graeff Trindade
113 - Veldomiro Pedroso
114 - Walter Hagen Bandel
115 - Walter Mickler
116 - Walter Schmidt
117 - Werner Nestor Schlabitz
118 - Willy Fürstenau
119 - Xafi Abraão Nazar
120 - Xafi Abraão Nazar Filho
121 - Zildo Gonzaga



Pré-nome de “Empreendedores Orizícolas”

01 - Alberto Beskow + Arnaldo Beskow (Beskão) + Alarich Ulrich Beskow
02 - Alfredo Albino Treichel
03 - Álvaro Carvalho Lewis (Valdemar Bacchin Lewis)
04 - Antonio Alvori Moraes
05 - Antônio Preussler
06 - Arnaldo Rohde
07 - Arnoldo Paulo Fürstenau
08 - Augusto Schlesner
09 - Carlos Lüdke (Oscar Lüdke)
10 - Clodomiro Gomes Lisboa
11 - Dimas Ritzel
12 - Edwino Schneider (Milos da Cunha Schneider)
13 - Ernesto Pertil
14 - Euclides Bacchin (Fernando Bacchin)
15 - Eurípedes Mostardeiro
16 - Frederico Gressler (Eron Schreiner)
17 - Frederico Dexheimer
18 - Frederico Treptow (Pioneiro na rizicultura e indústria na Colônia Stº Ângelo - Agudo)
19 - Genésio Ceolin
20 - Guilherme Franke (Pioneiro na indústria orizícula, em 1888)
21 - Ignácio Trindade dos Santos + Geny Loureiro Trindade
22 - Izidoro Neves da Fontoura
23 - Irmãos Porto
24 - João Aydos Cia. Ltda.
25 - João Frederico Pohlman (bisavô de Eduardo Minssen)
26 - João Radünz
27 - João Santos (Geraldo)
28 - João Simão + Vizzotto
29 - João Trevisan (Ricieri + Nilo) + (Fioravante + Antônio e Fioravante Jr.)
30 - Jurandy Soares de Moraes
31 - Leopoldo Schmidt
32 - Nunes & Cia
33 - Odino Bacchin
34 - Reinaldo Roesch (Paulo Honorato de Sousa Santos)
35 - Santo (Santinho) Jardim de Freitas
36 - Willy Tesch
37 - Xafi Abraão Nazar + Claiton F. Nazar + Xafi Abraão Nazar Filho



Denominações de “Indústrias Orizícolas”


01 - Arrozeira Nazar
Xafi Abraão Nazar - Claiton F. Nazar  e  Xafi A. Nazar Fº.

02 - CENTRALSUL
Fecotrigo, Granol

03 - CORISCAL
24-02-1945 - Coop. Rizícola Cachoeirense Ltda.
1975 - Coop. Agrícola Cachoeirense Ltda.

04 - Engenho Bom Retiro
Santos, Radünz Cia. Ltda. - Genésio Ceolin, Jurandy Soares de Moraes, CORISCAL

05 - Engenho Brasil
Porto, 31-03-1921 - Reinaldo Roesch S.A.

06 - Engenho Cachoeirense
27-12-1929 - Ernesto Pertil, Preussler, Nunes Cia, Fürstenau, Gressler Ltda, Freitas, Schreiner Cia. Ltda.

07 - Engenho Central
Eurípedes Mostardeiro, Izidoro Neves da Fontoura, Frederico Dexheimer e João Aydos Cia. Ltda, IRGA

08 - Engenho Cerro Branco
Alberto Beskow, Arnaldo Beskow (Beskão), Alarich U. Beskow e Walter A. Beskow

09 - Engenho Cordilheira
Carlos Lüdke e Filho

10 - Engenho Ferreira
Ignácio Trindade e Filhos

11 - Engenho Franke
Guilherme Franke (na rua Ramiro Barcelos, em 1888)

12 - Engenho Moraes
Antonio Alvori Moraes

13 - Engenho Piquirí
Clodomiro Gomes Lisboa

14 - Engenho Paraíso
Augusto Schlesner

15 - Engenho Pohlman (atual rua 7, em 1887)
João Frederico Pohlman (bisavô de Eduardo Minssen)

16 - Engenho Progresso
Arnaldo Rohde

17 - Engenho Radünz
João Radünz

18 - Engenho Ritzel
Dimas Ritzel

19 - Engenho São João
16-07-1938 - Santos, Radünz Cia. Ltda. 20 - Engenho Schmidt, Leopoldo Schmidt, Reinaldo Roesch S.A.

21 - Engenho Simão
João Simão

22 - Engenho Treichel
12-03-1963 - Alfredo Albino Treichel

23 - Engenho Trevisan
João Trevisan e Filhos, 11-12-1944 - Irmãos Trevisan

24 - Engenho União
23-11-1943 - Bacchin, Lewis S.A.

25 - Engenho Willy Tesch
Willy Tesch, IRGA



NOTA:
Pedimos escusas por omissões de nomes que possam ocorrer neste trabalho, mesmo porque, não nutrimos a pretensão de sermos perfeitos; entretanto, gostaríamos de saber quem ficou de fora que plante ou tenha plantado acima de 50 qq. de arroz.


Máquinas HORBACH
Cachoeira do Sul - RS

Pré-limpeza - 1


Pré-limpeza - 2


Secador - 1


Secador - 2


Silos - 1


Silos - 2


Máquinas LUCATO
Limeira - SP
Engenho - 1


Engenho - 2


Engenho - 3


Engenho - 4


Engenho 5


Engenho - 6


Máquinas Diversas
1


2


3


4


5


6


7




DESTAQUES  
CACHOEIRA DO SUL - RGS - BRASIL


CESA
Companhia Estadual de Silos e Armazéns
Vista terrestre do oeste


Vista aérea leste do complexo




ENGENHO  BRASIL
Seus principais produtos foram
Arroz ORIENTE
e
Arroz GAIVOTA
de
Reinaldo Roesch S/A
Foi a maior indústria particular de beneficiamento de arroz 
da
América Latina
Cachoeira do Sul - RS - Brasil


Engenho BRASIL
(Lateral leste)


CHAMINÉ
do
Engenho Brasil

Sua altura é de 55m.
Sua boca mede 3,5m de diâmetro.
Suas coordenadas são:
30º  02'  25.23" - S
52º  53'  44.48" - W


Foi inaugurado em 1921
e
a chaminé foi erguida em 1930


DEFENDER
quer transformar esse complexo no
MUSEU DO ARROZ
eu sugiro que seja
MEMORIAL DO ARROZ
(é muito mais abrangente que museu)


Darci Hanna ajudou na construção dessa chaminé


No tôpo da chaminé há uma rachadura de (+/-) quatro metros



ENGENHO  e  MOINHO  UNIÃO
Seus principais produtos foram
Arroz Delicioso
e
Farinha Deliciosa
de
Bacchin, Lewis S/A



MOINHO  e  ENGENHO  TREVISAN
Seus principais produtos são
Farinha Dona Ângela
Farinha Ouro Branco
Arroz Ouro Branco
Arroz Pelicano
e
Arroz Bicão
de
Irmãos Trevisan
Foto 1


Foto 2


Foto 3


Foto 4



ENGENHO  TREICHEL
Seus principais produtos são
Arroz Vera
Arroz Verinha
e
Arroz Parboilizado Vera
de
Alfredo Albino Treichel



ENGENHO  MORAES
Seus principais produtos são
Arroz Oriente
Arroz Barriga Cheia
Arroz Gostosinho
e
Arroz Parboilizado Barriga Cheia
de
Antonio Alvori Moraes



TRITEC  CEREAIS
Arroz + Soja + Milho
Imec




CORISCAL
Seus principais produtos são
Arroz Coriscal
Arroz Estirpe
Arroz Condor
Arroz Prata da Casa
Arroz Galpão
Arroz Bocão
Fragmentos de Arroz
Cooperativa Agrícola Cachoeirense Ltda.
fundada em 1945 como
Cooperativa Risícola Cachoeirense Ltda.
(daí vem o CORISCAL)



GRANOL
Seu principal produto é
Óleo Industrializado = Biodisel
Sucessora da CENTRALSUL  -  que sucedeu a FECOTRIGO



FENARROZ
de
Cachoeira do Sul - RS
Pórtico principal
É a maior feira de arroz do Brasil


Vista aérea
da
"Feira Nacional do Arroz"

NOTA:  Cachoeira do Sul (RS) é a Capital Nacional do Arroz dado ao seu pioneirismo na cultura desse cereal.





Nomes de 25 “Orizicultores Históricos” 
(Grandes e médios)

Barreto, Gaspar (pioneiro auxiliado por Lotário de Vasconcelos, em 1892)
Barros, Ernesto
Beskow, Albino
Beskow, Guilherme Francisco
Beskow, Ricardo G.
Bessow, Edwino
Carvalho, José Joaquim de (fundador da Cooperativa Rizícola Cachoeirense Ltda., em 1945)
Casimiro, Oscar
Castagnino, Domingos
Castagnino, João > Castagnino, Júlio
Diefenbach, Leopoldo
Fonseca, Marcelino Gonçalves da (em 1894)
Franke, Jorge & João Jorge Krieger (pioneiros na irrigação mecânica, em 1906)
Fürstenau, Arnoldo Paulo
Hentschke, Carlos Bernardo
Leal, Gabriel
Leitão, Floriano Brandão
Müller, Gustavo
Pertile, Ernesto
Preussler, Reinoldo
Schmidt, Augusto Carlos
Schmidt, Leopoldo
Trindade dos Santos, Ignácio
Weber, Ewaldo
Wollmann, Oswaldo e Wollmann, Ricardo



Nome de 121 “Orizicultores Tradicionais” 
(Grandes e médios)

Alves, Armando
Alves, Orcácio
Alves, Santo Antônio Corrêa
Bandel, Walter Hagen
Barreto, Geraldo Trindade
Beskow, Beno Alberto
Beskow, Bertholdo
Beskow, Carlos Alberto
Beskow, Carlos Roberto
Beskow, Gaspar
Beskow, Lothario
Beskow, Lourenço
Beskow, Roberto
Bessow, Henrique
Bessow, João
Bicharra Amim, José
Bicharra Amim, Said
Block, Alberto G.
Böeck, Leonardo
Carvalho, Anísio
Carvalho, Antônio Soares de
Cassol, Alcides
Cassol, Artêmio
Cassol, Benvenuto
Cassol, Piá
Castagnino, Carlos Juarez
Castagnino, Domingos José
Castagnino, Paulo Darci
Castagnino, Sérgio Juarez
Castro, Nelson A. S.
Cavalheiro, Antônio Ricardo de Sousa
Cavalheiro, Dirceu Fortes
Cavalheiro, Edegar Fortes
Cavalheiro, José Romão Fortes
Cavalheiro, Sérgio Sousa
Correia, Ivo
Correia, Ramiro
Diefenbach, Bruno Walter
Florence, José Carlos Barbosa
Fortes, Pedro Ildo Domingues
Freitag, Gilberto
Fürstenau, Nelson Paulo
Fürstenau, Willy
Gazzaneo, Francisco de Assis
Gonzaga, Assis
Gonzaga, Hélio
Gonzaga, Ramiro
Gonzaga, Zildo
Höerbe, Ari R.
Höerbe, Arlindo
Höerbe, Edi
Höerbe, Edwino
Höerbe, Egbert
Hübner, Reinoldo
Kelling, Arlindo F.
Kettermann, Fredolino
Kurtz, Romildo
Lara, Armando
Lima, Antônio
Lima, Honorino
Lisboa, Clodomiro Gomes
Marsillac, João Teófilo de
Mello, Alvise Álves de
Mello, Antônio Ferreira de
Melo, Otávio Peixoto de
Mielkzarski, Darci
Mickler, Walter
Moraes, João Paulo Antoniazzi de
Moraes, Jurandy Soares de
Motta Lima, Luís Carlos
Müller, Oscar
Nazar, Xafi Abraão
Nazar Filho, Xafi Abraão
Oliveira, Dari
Ouriques, Almedorino
Panta, Paulo V. H.
Pedroso, Veldomiro
Peixoto, Juarez
Pereira, Arceu de Moura
Pohl, Arno
Prade, Ênio
Prates, Raul
Prates da Motta, Carlos
Prates da Motta, Mário
Preussler, Antônio
Raddatz, Arnoldo
Rohde, Arno
Rohde, Orlando
Santos, Antônio Pereira dos
Santos, Cyro Pedroso dos + Santos, Irajá Pedroso dos
Santos, Ney José Pedroso dos
Santos, Ramiro Leal dos
Scheffel, Guilherme
Scheffel, Lourenço Edwino
Scheidt, Ingo
Schlabitz, Werner Nestor
Schmidt, Danilo
Schmidt, Dorvaldo
Schmidt, Geraldo
Schmidt, Ivo
Schmidt, Walter
Scopel de Morais, Gilberto
Severo, Dorival Bittencourt
Silva, José Cruz da
Siqueira, Nilson
Tollens, Paulo
Tomé, Ivo
Trindade, Derly Loureiro
Trindade, Geny Loureiro
Trindade, Ubirajara Graeff
Trojhan, Carlos
Vogel, Enídio
Vogel, Gerd
Wacholtz, Romeu
Walter, Egon - Atualmente (2011), é o maior orizicultor de Cachoeira do Sul (RS)
Walter, Luiz Roberto
Walter, Paulo Sérgio
Wollmann, Arno
Wollmann, Eldemar E.
Wollmann, Ivo
Wollmann, Telmo A.



Nome de 41 “Empreendedores Orizícolas”


Bacchin, Euclides (Bacchin, Fernando)
Bacchin, Odino
Beskow, Alberto + Arnaldo (Beskão) + Alarich Ulrich + Walter Alberto
Ceolin, Genésio
Dexheimer, Frederico
Franke, Guilherme
Freitas, Santo (Santinho) Jardim de
Fürstenau, Arnoldo Paulo
Gressler, Frederico (Schreiner, Eron)
Irmãos Porto
João Aydos Cia. Ltda.
Moraes, Jurandy Soares de
Moraes, Antonio Alvori
Mostardeiro, Eurípedes
Neves da Fontoura, Izidoro
Lewis, Álvaro Carvalho (Bacchin Lewis, Valdemar)
Lisboa, Clodomiro Gomes
Lüdke, Carlos (Lüdke, Oscar)
Nazar, Xafi Abraão (Nazar, Claiton F. e Nazar, Xafi Abraão Fº)
Nunes e Cia.
Pertil, Ernesto
Pohlmann, Albino
Pohlmann, Joao Frederico (bisavô de Eduardo Minssen)
Preussler, Antônio
Radünz, João
Ritzel, Dimas
Roesch, Reinaldo (Roesch de Souza Santos, Paulo Honorato)
Rohde, Arnaldo
Santos, João (Santos, Geraldo)
Schlesner, Augusto
Schmidt, Leopoldo
Schneider, Edwino (Cunha Schneider, Milos da)
Simão, João
Tesch, Willy
Treichel, Alfredo Albino
Treptow, Frederico (Pioneiro na rizicultura e indústria na Colônia Stº Ângelo - Agudo)
Trevisan, Fioravante (Trevisan, Antônio e Trevisan, Fioravante Jr.)
Trevisan, João
Trevisan, Ricieri (Trevisan, Nilo)
Trindade, Geny Loureiro
Trindade dos Santos, Ignácio




ARROZ

Um alimento nobre e saudável

A alimentação humana consome carboidratos, proteínas, lipídios, minerais e vitaminas. Os carboidratos potencialmente digestíveis, fornecem cerca de 60% do valor calórico total ingerido diariamente pela espécie humana. Eles são indispensáveis para manter a integridade funcional do tecido nervoso e em condições normais, são as únicas fontes de energia para o cérebro.
Existe um grupo de carboidratos que, apesar de indigestíveis, exercem funções benéficas ao organismo humano. Este compõe a maior parte da fração de fibras presentes nos alimentos. As principais fontes de carboidratos são os grãos de cereais e, destes, o arroz é um dos mais nobres. A proteína do arroz é a mais nobre entre os cereais!
A dieta do brasileiro é composta de alto nível de carboidratos. O arroz beneficiado, o feijão e a farinha de trigo são os três produtos mais consumidos pela população.
O arroz, produto da “Cesta Básica Brasileira” - é responsável por 12% das proteínas e 18% das calorias da dieta básica. Tem alto valor nutricional e é também uma importante fonte de minerais e vitaminas. Uma dieta com o uso desse cereal, pode exercer vários efeitos benéficos ao organismo humano, prevenindo doenças dos sistemas digestivo e cardíaco, controle glicêmico (auxiliar no tratamento de diabéticos), redução do risco do câncer de cólon, regulador da flora intestinal e antidiarréico (patologias intestinais), recomendado na alimentação de atletas (alimento de médio valor calórico e com absorção lenta e gradual), auxiliar no tratamento de cálculos renais e de problemas de tiróide. Há ainda algumas evidências sem comprovações científicas dos benefícios do arroz: câncer de mama, celulite, osteoporose e menopausa.

Não contém colesterol nem glúten (recomendado para celíacos), rico em Gama-Orizanol (poderoso antioxidante de radicais livres) e hipoalergênico.

• É rica em carboidratos, a peça mais importante do quebra-cabeça nutricional.

• Tem alto valor nutricional. É importante fonte de minerais e vitaminas.

• Exerce efeitos benéficos ao organismo humano.

• Previne câncer oral.

• Auxilia na prevenção de doenças dos sistemas digestivo e cardíaco.

• Auxilia no tratamento de diabetes.

• Reduz o risco de câncer de intestino.

• Regula a flora intestinal.

• É antidiarréico.

• É recomendado para alimentação de atletas. Tem médio valor calórico e lenta absorção.

• É hipoalergênico.

• Não contém glúten.

• Não contém colesterol

É um carboidrato de baixo valor calórico, sendo usado, cada vez mais, nas dietas de emagrecimento. É o carboidrato eleito nas dietas de emagrecimento.



FONTE:
IRGA < www.irga.rs.gov.br > Jornal O Correio (pág.2) - Cachoeira do Sul (RS), 06-02-2006





ARROZ

Culinária gaúcha

É impressionante a variedade de pratos possíveis à base do cereal, o que comprova as muitas vidas que o ARROZ pode ter; mesmo com o mais nobre dos acompanhamentos, o ARROZ > em cada receita, mantém sua soberania.


ARROZ DE CARRETEIRO - (Para 4 pessoas)
Corta-se um quilo de guisado de xarque em postas graúdas, lava-se bem e coloca-se a fritar em gordura, até chegar ao ponto; depois, coloca-se 4 xícaras médias com arroz a fritar mais um pouco, adiciona-se água até encobrir o conteúdo e espera-se por 20 minutos. Tempera-se a gosto.
Autor: Carreteiro gaúcho

ARROZ DE CHINA - (Para 4 pessoas)
Corta-se em grandes postas um quilo de lingüiça e coloca-se a fritar em gordura, até chegar ao ponto; depois, coloca-se 4 xícaras médias de arroz a fritar mais um pouco, adiciona-se água até encobrir o conteúdo e espera-se por 20 minutos. Tempera-se a gosto.
Autor: Chinaredo gaúcho

ARROZ COM GALINHA - (Para 4 pessoas)
Parte-se uma galinha regular e coloca-se a fritar em gordura, até chegar ao ponto; depois, coloca-se 4 xícaras médias com arroz a fritar mais um pouco, adiciona-se água até encobrir o conteúdo e espera-se por 20 minutos. Tempera-se a gosto.
Autor: Cozinha gaúcha

ARROZ COM PÊSSEGO
Coloca-se 200g de arigonas de pêssego em molho de ½ litro d’água; coloca-se uma xícara de arroz, para cozimento em água e antes de estar cozido acrescente-se as passas, duas xícaras de açúcar, cravo-da-índia até ficar cremoso e uma pitada de sal. Servir frio.
Autora: Marli Dittbemer Dutra

ARROZ DE LEITE - (Arroz doce)
Coloca-se 1 xícara média com arroz a cozinhar num litro de leite, até dar ponto; tempera-se com uma pitada de sal e bate-se uma gemada de uma gema, adoça-se a gosto e coloca-se naquele leite com arroz. Cobrir com canela moída.
Autor: Cozinha gaúcha

ROCAMBOLE DE ARROZ
Liqüidificar uma xícara de leite, dois ovos, uma xícara de farinha de trigo, com duas colherinhas de fermento em pó e uma pitada de sal > colocar a massa batida em forma untada para assar em forno com temperatura média, por 25 minutos; depois, enrolar a massa quente com guardanapo úmido > recheando com duas xícaras de arroz cozido, pepino, cenoura, tempero verde, pimentão, picados de frango desfiados e uma xícara de maionese.
Autora: Maria Betat

TORTA DE ARROZ
Numa vasilha duas xícaras de arroz cozido, uma xícara de farinha de trigo, 100g de margarina, meia xícara de leite, fazendo uma cova e nesta, colocar cinco gemas, uma xícara de açúcar, a casca ralada de um limão (semeando com as pontas dos dedos), misturar até formar uma massa lisa e homogênea; unte uma forma redonda de 31cm de diâmetro e forre com dois terços da massa.
Reserve o restante para cobrir a torta; misture uma xícara de leite condensado, com fios de cinco ovos, três colheres de açúcar confeiteiro e o creme de leite levando ao fogo.
Mexer bem, até formar um creme liso; após, bater por 15 minutos, espalhe sobre a torta o creme; acrescente 80g de passas de uva, uma xícara de pêssego fatiado em calda, 50g. de ameixas, 50g nozes e por cima colocar uma merengada.
Do restante da massa faça um círculo de 22cm, com uma carretilha corte 12 tiras não muito largas; molhe ligeiramente a borda da forma com água fria e coloque 6 tiras cortadas por cima da torta, apertando suavemente nas bordas, com o restante das tiras faça uma grade. Dobre a massa que sobrou, fora da forma, sobre as tiras, aperte a massa em toda a volta. Bata duas gemas e pincele as tiras. Asse a torta até dourar; decorar, usando criatividade.
Autora: Maria Zelinda Maciel de Franceschi

BOLINHOS DE ARROZ
Coloque no processador > quatro xícaras (chá) de arroz cozido, um ovo, ½ xícara (chá) de queijo-minas (curado) ralado, sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto; bata-se até obter uma massa homogênea. Adicione-se ½ xícara (chá) de ervas frescas picadas (salsinha e cebolinha verde), acerte o sal, misture e reserve.
Com a massa, modele os bolinhos à mão, aqueça bem o óleo e frite os bolinhos até ficarem dourados e crocantes por fora. Retire com uma escumadeira e coloque sobre toalha de papel, para eliminar o excesso de óleo.
Autor: Cozinha gaúcha

CACHAÇA DE ARROZ
O saquê é uma água ardente oriental, feita por um processo de fermentação do arroz.

Autores: Povo japonês


LENDA DO ARROZ


Conta-se que em 1637, quando os bandeirantes de Raposo Tavares devastaram o atual município de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, destruindo todos os aldeamentos indígenas que os Jesuítas haviam fundado, conseguiu sobreviver apenas um jovem índio chamado Tuti.

Desesperado com a perda dos seus e de sua morada, Tuti sentava-se à margem do rio Jacuí e via alí noites e dias nascerem e morrerem. O índio chorava. Chorava de fome, chorava de dor e de saudades. E tudo parecia chorar com ele; o sol era pálido, a noite era negra, as flores haviam se curvado e as águas endoideceram.

Seis sóis eram passados, Tuti, sentado no mesmo lugar, broqueado de fome e de dor, com a face açoitada pelo vento e os olhos cravados ao céu, como a pedir clemência, enxergou um vulto. Neste momento tudo cessou.

As águas continuaram enfurecidas, mas em profundo silêncio, o vento adormecera nas moitas e no céu, como que prevendo felicidade, a lua sorria. Sobre as águas, um vulto aproximava-se de mansinho; era um vulto de mulher que trazia em suas vestes a cor do rio com todos os seus peixes, a cor do céu com suas estrelas, a cor das matas com suas aves. Trazia o sol em seus cabelos e seus olhos luziam como diamantes. Deixando rastros luminosos nas águas enfurecidas do rio, aproximava-se mais e mais, até chegar frente ao índio desconsolado. Então, falou-lhe:

Tenho aqui em minhas mãos, a semente que saciará a tua fome e de todos que virão. Tome-as. Eu as recolhi de tuas próprias lágrimas caídas no rio.

Dizendo isso, o vulto luminoso deixou escorrer de suas mãos uns poucos pingos dourados, os quais o índio, com gestos selvagens, colheu-os.

O vulto sumiu. Um violento temporal desabou. O índio de tão fraco desmaiara, apedrejado pelo saraiva caída do céu. E as sementes foram levadas pelas águas.

Após noites e dias de chuva, quando o sol radiante voltou, Tuti encontrou uns cachos, já dourados, com as sementes. Colheu-os, preparou-os e saboreou. Era uma plantinha frágil, mas que lhe dera muita vitalidade. Hoje chamamos esta plantinha-ternura de ARROZ.

E para maior mistério, à meia-noite, a margens do rio Jacuí, há um profundo silêncio, embora as águas desçam endoidecidas. Isto, talvez, em homenagem à deusa-das-águas, que saciou a fome de Tuti e nos semeou o arroz.
Autora: Elisabeth da Silveira Lopes





MUSEU  VIRTUAL  ORIZÍCOLA
Exemplares - Fotos - Prospectos - Literatura - Raridades - Curiosidades



APETRECHOS  GROTESCOS
(de lidar em grotas)
Arados-pula-toco, carrinhos-de-mão, esfoladeiras, facões, foices, gadanhos, machados, manguás, matracas e saraquás.

FACÃO
(Três listas ou 3 costelas)


FOICE DE ROÇAR



FOICE DE CEIFAR



GADANHO



MACHADO



TRAÇADOR



PÁS DE CORTE

PÁS DE CONCHA



ENXADA


ARADO
(Pula-toco)


ARADO
(Pica-pau)


GRADE-DE-PAU
(Destorroadora quadrada)


GRADE-DE-FERRO
ou de pau 
(destorroadora triangular de 15 dentes)




SARAQUÁ
2 cavadeiras


MATRACA
plantadeira-manual



MANGUÁS
debulhadores-de-cereais




EIRAS
Eira é um espaço plano com um chão duro, de dimensões variáveis, onde os cereais, eram malhados à manguás e peneirados, depois de colhidos, com vista a separar a palha e outros detritos dos grãos de cereais.
Sua origem está ligada ao advento da agricultura e o consequente cultivo dos cereais, onde desenvolveram-se várias técnicas, ferramentas e instalações especificas.

Uma EIRA desprovida de tapume, onde também usava-se animais habituados a eirar sobre a palha dos cereais que seriam trlhados com o pisotear de cascos dos ditos semoventes.


Uma EIRA também desprovida de tapume




TRASTES  RUDIMENTARES
Arados-borqueadores, arrastões, carretas, carroças, carroções, carpideiras, discos, enleiradores e segadeiras.

ARADO  Nº 7


Arando com cavalo


ARADO  Nº 9


GRADE-de-DISCOS
(10 discos - tração animal)


GRADE-TAPADEIRA
(Arrastão de 38 corações)


CARRÊTA
"Velha carrêta pampeana
Desengonçada e capenga,
Foste a maior andarenga
Que o RIO GRANDE conheceu.
Hoje, à ninguém pouco importa,
No museu das coisas morta,
O progresso te esqueceu."
Apparício Silva Rillo



CANGA-do-COICE



CARRÊTA-TOLDADA


CARROÇA  1
(puxada por eqüinos)


CARROÇA  2
(puxada por eqüinos)


CARROÇÃO  1
(puxado por bois)


CARROÇÃO  2
(puxado por bois  ou  trator)




EQUIPAMENTOS  ATUAIS
Adubadeiras, aplainadeiras, arados-de-aiveca, arados-de-disco, caçâmbas-raspadeira-hidráulica, caçâmbas-raspadeira-rebocada, carrêtas-agrícola, carrêtas-cisterna, carrêtas-graneleira, chopins, cultivadores, encalcariadeiras, entaipadeiras, grades-convencional, grades-goble, grades-niveladora, guinchos, perfuratrizes, plainas, plantadeiras e valetadeiras.


CALCAREADEIRA


ADUBADEIRA
à lance


ADUBADEIRA
exata



SUB-SOLADOR
escarificador


GRADE-ARADORA
"Civemasa"


GRADE-ARADORA
"Tatu"


GRADE-NIVELADORA
"Stara"



GRADE-NIVELADORA  ARTICULADA
"Civemasa"


ENTAIPADEIRA






ENVALETADEIRA



CARRÊTA  AGRÍCOLA
reboque
(p/ até 3.000 Kg)


CARRÊTA  GRANELEIRA
p/ 2.000 Kg
(Retira o cereal da lavoura)



CARRÊTA  GRANELEIRA
(p/ 10.000 Kg)






LOCOMÓVEIS
Lanz (alemã), Marshall (inglesa) e Mernak (cachoeirense)

Locomóvel LANZ - 15 HP


Locomóvel MARSHALL  40 HP


Locomóvel MERNAK  220 HP
(Fabricada em Cachoeira do Sul-RS)




BOMBAS
Binz (Porto Alegre-RS), Barros, Mernak  e  Kerber (Cachoeira do Sul-RS)


BOMBA
centrífuga
"BARROS"



BOMBA
helicoidal
"MERNAK"



ESQUÊMA
de
Bomba-helicoidal



BOMBA
axial
"KERBER"




TRILHADEIRAS
Case (Made in USA), Friedrich e Kerber (Cachoeira do Sul-RS)


Trilhadeira CASE
(Produção de 800 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 600 scs. diários)


Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 600 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 400 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 400 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 400 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 400 scs. diários)



Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção 400 scs. diários)


Trilhadeira FRIEDRICH
(Produção de 100 scs. diários)


Trilhadeira KERBER  
(Produção de 300 scs. diários)





MODERNISMO


COLHEITADEIRAS
(Automotrizes)

MASSEY-HARRIS
é a fusão das ferrarias dos canadenses
Daniel Massey (1798-1856)
com
Alanson Harris (1816-1894)

Colheitadeira MASSEY-HARRIS  26


Colheitadeira MASSEY-HARRIS  82


Colheitadeira COCKSHUTT  -  pequena


Colheitadeira COCKSHUTT  -  média


Colheitadeira COCKSHUTT  -  grande


Colheitadeira SEÑOR  B5


Colheitadeira GLEANER  R52
(Fabricada pela Allis-Chalmers)


Colheitadeira CLASS Mercator


Colheitadeira VASSALLI  AX 7.500


Colheitadeira Stª MATHILDE  1200
(Sob licença da CASE)


Colheitadeira Stª MATHILDE  5105
(Sob licença da CASE)


Colheitadeira SLC  1000
(Sob licença da JOHN DEERE)


Colheitadeira IDEAL  9075
(Sob licença da INTERNATIONAL)


Colheitadeira JOHN DEERE  1175


Colheitadeira JOHN DEERE  1175
(Com esteiras)


Colheitadeira JOHN DEERE  9570  STS 
(Arrozeira especial)


Colheitadeira MASSEY FERGUSON  9690 
(Conseqüência da MASSEY-HARRIS) 


Colheitadeira MAXION  MX90
(Conseqüencia da IDEAL)


Colheitadeira NEW HOLLAND  5090


Colheitadeira NEW HOLLAND  5090


Colheitadeira VALTRA  BC 450
(Conseqüência da IDEAL)




TRATORES AGRÍCOLAS

Trator FORD  500 - 1950
(Irmão do FERGUSON)


Trator FORD  600 - 1954


Trator FORD  8BR - 1960
(1º trator brasileiro)


Trator FORD  8BR - 1963


Trator FORD  4600 - 1976


Trator FORD  6600 - 1976


Trator FORD  6610 - 1976


Trator FORD  7630 - 1985


Trator FORD  8830
(Fabricado pela N-H)


Trator FORDSON - 1947


Trator FORDSON - 1950


Trator FORDSON - 1953


Trator FORDSON Major - 1956


Trator ALLIS-CHALMERS  WD32 - 1952


Trator ALLIS-CHALMERS  WD45 - 1954


Trator STEYR  30  -  1952
(Tuco-tuco)


Trator STEYR  15  -  1954


Trator STEYR  30 - 1954


Trator STEYR  45 - 1954


Trator STEYR  60  -  1954


Trator HANOMAG  25 - 1954


Trator HANOMAG  R27 - 1954


Trator FERGUSON  30 - 1954


Trator FERGUSON  35 - 1958


Trator MAP  DR30  -  1960


Trator JOHN DEERE  R45


Trator JOHN DEERE  730


Trator JOHN DEERE  820


Trator MASSEY-HARRIS  44D - 1956
(Meu pai, minhas irmãs e meu irmão)


Trator MASSEY-HARRIS  55 - 1957


Trator COCKSUTT  40


Trator COCKSUTT  50


Trator CASE  930


Trator CASE  2090


Trator CASE  130 - 2010
(Fabricado pela N-H brasileira)


Trator CASE  8940 - 2010
Fabricado pela N-H brasileira)


Trator OLIVER Standart 80 - 1948


Trator CBT / Oliver  -  950
(Conseqüência do OLIVER  99  -  Verde-escuro)


Trator CBT  - 1020
(Cortado o "cordão-umbilical" com a OLIVER  -  Café-com-leite)


Trator CBT  2600
(Padrão:  Amarelo)


Trator CBT  8240


Trator CBT  8440


Trator DEUTZ  DM 55


Trator DEUTZ  DM 75


Trator AGRALE (série I)
(150 cv)


Trator AGRALE (série II)
Modelo  BX 6180
(168 cv)


Tratores AGRALE (série II)
Linha 4.000 (de 15 à 30 cv)
Linha 5.000 (de 65 à 85 cv)
Linha 6.000 (de 105 à 168 cv)


Trator MINNEAPOLIS MOLINE 1


Trator MINNEAPOLIS MOLINE 2


Trator MINNEAPOLIS-MOLINE  R5


Trator ZADRUGAR  41,5
(Eu e minha noiva Dalva)


Trator ZETOR  25


Trator ZETOR  42


Trator VALMET  60
(1º trator Valmet fabricado no Brasil - SP)


Trator VALMET  65


Trator VALMET  110


Trator VALMET  985


Trator VALTRA  165
(Conseqüência da VALMET)


Trator VALTRA  180


Trator VALTRA  185i


Trator MASSEY FERGUSON 50X - 1963
(1º Trator M-F fabricado no Brasil - RS)


Trator MASSEY FERGUSON  200


Trator MASSEY FERGUSON  600


Trator MASSEY FERGUSON  650


Trator NEW HOLLAND  Êxitus - 7020
(Conseqüência da FORD)


Trator NEW HOLLAND Êxitus - 7030


Trator NEW HOLLAND Êxitus - 7040


Trator JOHN DEERE  6300


Trator JOHN DEERE  7505


Trator JOHN DEERE  7518



SUPERTRATORES

Supertrator CASE  4490


Supertrator CASE  9390


Supertrator ALLIS-CHALMERS  7580


Supertrator ALLIS-CHALMERS  8550


Supertrator MASSEY FERGUSON  4480


Supertrator MÜLLER  TM31


Supertrator ENGESA  1124


Supertrator JOHN DEERE  9630




PLANTADEIRAS

MASSEY FERGUSON


JOHN DEERE


METASA


SEMEATO


VENCE TUDO




CAMINHÕES 
PARA  O  TRANSPORTE  DE  SAFRAS 
DAS  LAVOURAS  AOS   ENGENHOS

FORD - 1918
(1º caminhão da FORD)


FORD - 1920


FORD - 1929


FORD - 1931


FORD - 1935

 
FORD - 1939


FORD - 1940


FORD - 1942


FORD - 1946


FORD F5 - 1948


FORD F6 - 1949


FORD F8 - 1952


FORD F600 - 1954


FORD  F600 - 1958


FORD F600 - 1963


FORD F600 - 1964


FORD F600 - 1969


FORD F600 - 1975


FORD F600 - 1978


FORD F750 - 1980


FORD F11.000 - 1985


FORD  F-4000 - 2005


FORD F12.000 - 2008


FORD  815 - 2011


FORD 2428 - 2011


CHEVROLET - 1935
Tigre


CHEVROLET - 1937
Tigre



CHEVROLET - 1939
Tigre


CHEVROLET
Gigante


CHEVROLET - 1949
Boca-de-sapo


CHEVROLET - 1956
(Marta Rocha)


CHEVROLET - 1958
(Cigano)


CHEVROLET - 1961
Brasil


CHEVROLET - 1971
Bossa-nova


CHEVROLET - 1980
Moderno


CHEVROLET - 1986
(Custom)


DE SOTO - 1949
(Cavalo magro)


DODGE - 1952


DODGE - 1956
(Motor V8)


DODGE  D950 - 1977
(Fabricação brasileira)


FARGO - 1954
(Eu e a Dida entre as minhas irmãs)


STEYR - 1954 


FNM
(Alfa Romeo)
Pioneiro


FNM
(Pau-véio)


FNM
(Cara-chata)


FNM
(Queixo-duro)


FNM
(Passo-longo)


GMC - 1919
(1º caminhão da GMC)


GMC - 1955


GMC - 1957
(Marta Rocha)


GMC - 2008


INTERNATIONAL - 1961


REO - 1949


REO - 1954


SCÂNIA  75 - 1960
(Vemag)


STUDEBAKER - 1948
(Cavalo magro)


STUDEBAKER - 1954
(Cavalo gordo)


AUSTIN - 1954  e  1949


VOLKSWAGEN - 2008


MERCEDES-BENZ - 1952
(Bicudinho)
MERCEDES-BENS - 1962
(Cara-chata)
1º caminhão M-B fabricado no Brasil


MERCEDES-BENS - 1990
(Bordoque)


MERCEDES-BENZ - 2011
(Narigudo)


MERCEDES-BENS - 2011
(Cara-chata)




ARREMATE
Pra arrematar degustemos um macanudo ARROZ-DE-CARRETEIRO feito em panela-de-ferro e de "três-pés"  . . .  logo após, saboremos aquele gostoso ARROZ-DE-LEITE.


ARROZ-DE-CARRETEIRO
(Feito em panela de ferro e de três pés)


ARROZ-DE-LEITE
(Também chamado de "Arroz-doce")




. . . BOM  APETITE . . .





MAQUETES


I - ORIZICULTURA COM IRRIGAÇÃO ESCORRIDA POR GRAVIDADE

II - ORIZICULTURA COM INUNDAÇÃO POR DECLIVE NATURAL

III - ORIZICULTURA COM IRRIGAÇÃO MECÂNICA




ESPAÇOS  À  DISPOSIÇÃO


ADMINISTRAÇÃO
Direção
Secretaria


SALÃO DE ATOS


SECRETARIA ESTADUAL DA AGRICULTURA do RGS
Instituto Rio-Grandense do Arroz - IRGA
Câmara Setorial do Arroz
Empresa Rio-Grandense de Empreend. de Assist. Técnica e Extensão Rural - EMATER


SECRETARIA MUNICIPAL DA AGRICULTURA de Cachoeira do Sul
EMATER - Escritório de Assistência Técnica e Extensão Rural - (convênio)
EMATER - Unidade de Classificação de Grãos - (convênio)

UNIÃO CENTRAL DOS RIZICULTORES - UCR

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DOS ARROZEIROS do RGS - FEDERARROZ

SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE ARROZ do RGS

FEDERAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE ARROZ do RGS - FEARROZ



SEMENTEIRA ORIZÍCOLA

LANCHONETE

LOJA DE CONVENIÊNCIAS, LEMBRANÇAS E BADULAQUES














9 comentários:

  1. Grande Maragato:
    O trabalho está supimpa e vai servir de base de pesquisa para muita gente, dignificando este espaço.
    Somente a título de colaboração, vou fazer pequenas e naturais correções que irão surgir a cada leitura. Não é preciosismo, mas como teu trabalho será fonte de pesquisa obrigatória, vá lá:
    1) Ceolin acho que é com "n";
    2) Trator Marshall se escreve assim;

    Que baita troço constar neste compêndio como bisneto de JF Pohlmann! Obrigado.

    Eduardo Minssen

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  2. Eu concordo com o amigo aí de cima! o Sr. está de parabens pela grande pesquisa feita. Meu sobrinho de 11 anos ficou impressionado com os tratores. Realmente, o arroz tem presença forte na cozinha gaucha! o carreteiro é um deles! espero ver em breve mais pesquisas interessantes como essa. Agradecemos!

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  3. Parabéns pela pesquisa,de suma importância para todos,muita cultura e informação. Em nome da família Walter agradeço a citação, e desejamos e que esta cultura orizícula se propague pelas próximas gerações. Um grande abraço!

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  4. Grande amigo pesquisador!
    Um dia o Grande Patrão do Universo vai ajudar para que todo este magnífico trabalho seja mostrado para os visitantes do Museu do Arroz, em nossa amada Cachoeira. Parabéns, continue peleando pela nossa cultura!!!

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  5. Sr. Otavio Peixoto de Melo:
    Pesquisando sobre imagens de arroz, encontrei este blog ímpar. P A R A B É N S pelo seu trabalho de pesquisa para bem registrar essa história. Cachoeira tem um MEMORIAL DO ARROZ virtual. Também sonho em termos um memorial real.Que aquele Senhor, lá de cima, lhe ilumine sempre!

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  6. Oi Maragato.
    Primeiramente parabéns pelo belo trabalho realizado sobre a cultura do ARROZ. Trabalhei durante treze anos com essa cultura. Aprendi muito e também pude contribuir com o objetivo de dar sustentabilidade às áreas orizícolas. O arroz é a base da alimentação da população, portanto essa cultura merece todo respeito quanto a sua produção. O que me deixa indignado é ver alguns produtores não adeptos a novas tecnologias principalmente na região da Depressão Central os quais omitem o manejo adequado para utilizar tecnologias não adequadas, a qual vai invibializar muitas áreas e infelizmente Cachoeira do Sul vai perdendo o "STATUS" de Capital Nacional do Arroz.
    Bem, hoje continuo trabalhando com agricultura porém na região Noroeste do Estado em Santa Rosa, Capital Nacional da Soja e terra da Xuxa. Neste município a cada dois anos temos a FENASOJA, feira que vale a pena visitar.
    Maragato, um grande abraço do amigo e as vezes vizinho Evando Koehler - Engenheiro Agrônomo.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Djalmar Wollmann 10 de abril de 2014 12:28
    Parabéns meu amigo Otávio P. Melo (Maragato), um trabalho de pesquisa que sem sombra de dúvidas é merecedor do título "Memorial do Arroz". Que maravilha Otávio, à cada foto e texto me fez recordar dos tempos de guri, da trilhadeira Friedrich do Jonhn Deere R45 do vô Ricardo. Também da máquina Cocksutt e do trator Cocksutt 50 do meu pai Arno. Lembro também das Jonhn Deere 55 (3), pai do tio Telmo e do tio Eldemar que vieram desmontadas dos USA (importadas pelo IRGA) em caixotes de madeira até o porto em POA. Enfim só lembranças boas..mais uma vez parabéns, grande abraço !

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